Buenos Aires (AR) – A Associação de Trabalhadores do Estado (ATE), um dos sindicatos mais atuantes da Argentina, convocou uma paralisação nacional com mobilização ao Congresso para a próxima terça-feira, 9 de dezembro. O ato será contra a reforma trabalhista que o governo do presidente Javier Milei pretende enviar ao Senado na próxima semana.
Segundo o secretário-geral da ATE, Rodolfo Aguiar, o movimento é uma resposta ao conteúdo preliminar da proposta, cujo rascunho começou a circular ontem. Para ele, o texto representa um ataque aos direitos sociais e trabalhistas conquistados ao longo das últimas décadas. “Trata-se de uma reforma trabalhista pró-mercado, e a única finalidade que o Governo persegue é o disciplinamento da força de trabalho”, afirmou Aguiar.
O dirigente sindical também rechaçou o argumento oficial de que a reforma aumentaria a produtividade e a competitividade da economia argentina. “Não é verdade que queiram melhorar a competitividade, a produtividade ou que a economia cresça. Isso não vai acontecer retirando direitos”, completou.
A paralisação do dia 9 marca uma nova escalada no confronto entre sindicatos e o governo argentino, que enfrenta resistência de diversas organizações de trabalhadores desde o início das discussões sobre mudanças estruturais na legislação trabalhista