TikTok pode encerrar operações nos EUA em resposta a nova lei

TikTok pode encerrar operações nos EUA em resposta a nova lei

Foto: Divulgação
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O TikTok está se preparando para encerrar suas operações nos Estados Unidos a partir deste domingo (19), em meio à iminência de uma nova lei federal que pode proibir o aplicativo no país. Segundo fontes da agência Reuters, a medida é uma estratégia para ganhar tempo enquanto a Suprema Corte dos EUA considera a legalidade da lei.

Em abril de 2022, o presidente Joe Biden sancionou uma legislação que exige que a empresa controladora do TikTok, a ByteDance, venda seus ativos nos EUA até 19 de janeiro de 2025, ou enfrente a proibição do aplicativo. Recentemente, a Suprema Corte indicou que está inclinada a manter a lei, apesar dos apelos de políticos, incluindo o presidente eleito Donald Trump, para uma extensão do prazo.

Se o TikTok seguir adiante com o fechamento, o impacto seria diferente do que a lei estipula, que proíbe apenas novos downloads do aplicativo. Usuários existentes poderiam continuar acessando o app, mas os serviços gradualmente seriam descontinuados, uma vez que outras empresas seriam impedidas de oferecer suporte.

De acordo com o planejamento do TikTok, usuários que tentarem abrir o aplicativo receberão uma mensagem pop-up direcionando-os a um site com informações sobre a proibição. A empresa também disponibilizará a opção de download dos dados pessoais dos usuários.

Em relação aos funcionários, o TikTok assegura que continuará a pagar seus 7 mil empregados nos Estados Unidos, mesmo que a Suprema Corte não revogue a lei. Um memorando interno, ao qual a Reuters teve acesso, enfatiza que o bem-estar dos funcionários é uma prioridade e que empregos, salários e benefícios estão garantidos. O documento explica que a legislação afeta apenas a experiência do usuário e não as entidades empregadoras.

A ByteDance e o TikTok não responderam aos pedidos de comentário sobre a situação. A empresa e sua controladora tentam contestar a lei, alegando que ela viola a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão. Durante uma audiência recente, o TikTok estimou que cerca de um terço dos 170 milhões de usuários americanos abandonariam a plataforma se a proibição se concretizasse por um mês.