Juiz de Fora, MG – Trinta dias após as fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira, o Governo Federal ampliou as ações de assistência à população e avançou nas medidas de reconstrução em Juiz de Fora e Ubá. Ao todo, já foram mobilizados quase R$ 2 bilhões em recursos, incluindo repasses diretos, apoio à saúde, assistência social, habitação e crédito para empresas.
Somente por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), mais de R$ 55 milhões foram aprovados para os dois municípios. Outros R$ 14,9 milhões foram destinados à saúde, além de recursos para assistência social e medidas de proteção à renda.
A atuação federal incluiu a presença de autoridades na região. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou as áreas atingidas acompanhado de ministros para anunciar medidas emergenciais e acompanhar as ações em andamento. Ao longo do período, novas agendas ministeriais reforçaram o monitoramento e a implementação de iniciativas nas áreas de infraestrutura, educação e proteção social.
Levantamento consolidado aponta que as chuvas causaram 73 mortes, deixaram mais de 12 mil pessoas desalojadas e centenas desabrigadas nos dois municípios.
O Governo Federal instituiu o Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 7.300 por família, destinado a moradores que tiveram perdas materiais. O benefício foi criado por meio da Medida Provisória nº 1.338/2026, com recursos assegurados pela MP nº 1.339/2026, que reservou R$ 36,5 milhões para a região. O programa está em fase de cadastro e validação pelas prefeituras.
Outra medida em andamento é a modalidade Compra Assistida do programa Minha Casa Minha Vida, voltada a famílias que perderam integralmente suas moradias. A iniciativa permite a aquisição de imóveis com subsídio integral, com valores que podem chegar a R$ 200 mil por unidade, conforme avaliação da Caixa Econômica Federal. Podem ser adquiridos imóveis novos, usados ou em construção, desde que atendam aos critérios de segurança e regularização.
No campo da proteção ao trabalhador, o Governo Federal adotou medidas para garantir renda e liquidez às famílias atingidas. As ações incluem a antecipação do abono salarial para 92,2 mil trabalhadores, com impacto estimado de R$ 117,6 milhões, o pagamento de duas parcelas adicionais do seguro-desemprego, somando R$ 49 milhões, e a liberação do saque calamidade do FGTS.
Até 19 de março, o saque calamidade já havia liberado mais de R$ 165,1 milhões em Juiz de Fora e R$ 38 milhões em Ubá, beneficiando milhares de trabalhadores.
Na área de infraestrutura, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional já garantiu mais de R$ 55,5 milhões para ações emergenciais e de reconstrução, dos quais R$ 15,4 milhões foram empenhados. Os recursos são utilizados em assistência humanitária, limpeza urbana, recuperação de vias, reconstrução de pontes, contenção de encostas e restabelecimento de serviços essenciais.
Em Juiz de Fora, foram aprovados R$ 10,5 milhões, com R$ 2,94 milhões já empenhados. Em Ubá, os valores chegam a R$ 45 milhões aprovados e R$ 12,4 milhões empenhados. Novos planos de trabalho seguem em análise para ampliação dos repasses.
Na saúde, o Ministério da Saúde destinou R$ 14,9 milhões para reforçar o atendimento à população afetada, sendo R$ 11,7 milhões para Juiz de Fora e R$ 3,27 milhões para Ubá. As ações incluem envio de medicamentos, mobilização da Força Nacional do SUS, vacinação, assistência farmacêutica, apoio psicossocial e unidades móveis de atendimento.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social repassou R$ 770 mil para apoio emergencial às famílias, contribuindo para a manutenção de abrigos e ações de segurança alimentar, como distribuição de alimentos e funcionamento de cozinhas solidárias.
Na educação, o Ministério da Educação destinou R$ 4,56 milhões para 126 escolas atingidas, sendo 118 em Juiz de Fora e 8 em Ubá. Os recursos foram repassados por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), em caráter emergencial, para recuperação das unidades e retomada das atividades.
Para estimular a retomada econômica, o Governo Federal também adotou medidas de crédito facilitado. Entre elas, a flexibilização das condições de financiamento do Fungetur, com possibilidade de renegociação, suspensão de pagamentos e ampliação da carência.
Além disso, a Medida Provisória nº 1.342/2026 abriu R$ 1,305 bilhão em crédito extraordinário para ações emergenciais. Também foi regulamentada uma linha de crédito de até R$ 500 milhões do Fundo Social, destinada a pessoas físicas e jurídicas afetadas, com prazos de até 120 meses e carência de até 12 meses.
Após um mês da tragédia, as ações federais avançam da resposta emergencial para a consolidação da reconstrução. As próximas etapas incluem a continuidade da aprovação de projetos pela Defesa Civil, execução de obras, ampliação da assistência social e reconstrução de moradias e infraestrutura pública.
O Governo Federal mantém atuação integrada com estados e municípios para garantir atendimento às famílias e acelerar a recuperação das áreas atingidas.
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