O Governo Federal anunciou que não haverá horário de verão em 2024. O comunicado foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante uma coletiva de imprensa em Brasília, no dia 16 de outubro. Ele explicou que, após discussões com especialistas do setor, ficou claro que a adoção do horário de verão neste período não seria necessária.
Silveira afirmou que as ações de redução de vazão nas hidrelétricas garantiram a estabilidade dos reservatórios, e que o retorno da política traria um baixo custo-benefício ao consumidor. “Ontem à noite e hoje, na última reunião com o Operador Nacional do Sistema Elétrico [ONS], chegamos à conclusão de que não há necessidade da decretação do horário de verão para este verão”, declarou.
O ministro também destacou que, se o horário de verão fosse implementado agora, os benefícios seriam limitados. “O pico do custo-benefício do horário de verão é nos meses de outubro e novembro. Teríamos que planejar a adaptação, e conseguiríamos implementar apenas em meados de novembro, tornando o impacto muito pequeno”, completou.
Silveira não descartou a possibilidade de reavaliação da medida se surgirem alterações significativas que afetem as tarifas ao consumidor. Ele lembrou que o Brasil enfrenta sua maior seca histórica desde 1950, mas que as medidas tomadas garantiram a resiliência dos reservatórios.
A Importância da Energia Hidrelétrica
O ministro reiterou a importância das hidrelétricas na matriz energética brasileira, destacando que o país possui uma capacidade robusta, em grande parte devido a usinas como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, construídas durante os mandatos do presidente Lula. “Graças a um planejamento cuidadoso, conseguimos chegar a índices de resiliência nos nossos reservatórios que nos dão tranquilidade”, afirmou.
Silveira enfatizou que o debate sobre a política do horário de verão foi conduzido com seriedade, envolvendo especialistas do setor elétrico e comitês de monitoramento. Ele vê o horário de verão como uma ferramenta importante para a gestão da sobrecarga energética e para a transição às energias intermitentes, como a solar.
Com essa decisão, o governo reafirma seu compromisso com a estabilidade energética e a segurança do consumo nacional.













