O filme Estrelas Além do Tempo (2016), dirigido por Theodore Melfi, é uma poderosa obra baseada em fatos reais que retrata a inspiradora história de três cientistas negras – Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson – que trabalharam na NASA durante a década de 1960. Essas mulheres desempenharam papéis cruciais na corrida espacial, superando não apenas desafios científicos, mas também o racismo e o sexismo em uma sociedade marcada pela segregação racial.

Indicado ao Oscar de 2017 em três categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer) e Melhor Roteiro Adaptado, o filme não apenas destaca as realizações dessas mulheres, mas também convida a uma reflexão profunda sobre temas como igualdade racial, a luta pelos direitos civis e o papel das mulheres na ciência e na tecnologia.

Na sala de aula, Estrelas Além do Tempo pode ser um recurso valioso para explorar esses temas com os alunos. A narrativa pode servir como ponto de partida para discussões sobre a importância da diversidade na ciência, a história dos direitos civis nos Estados Unidos, e as barreiras que as mulheres e as minorias enfrentam – e continuam a enfrentar – no campo profissional. Além disso, o filme pode ser utilizado para estimular o interesse em áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), mostrando como a dedicação e o talento podem quebrar barreiras sociais e transformar a história.

O ano de 2016 foi histórico para a NASA: pela primeira vez, a agência espacial americana teve uma turma de astronautas com a mesma quantidade de homens e mulheres. O caminho até lá não foi fácil. Por seis décadas, muitas mulheres passaram pela agência e poucas receberam o reconhecimento merecido.

O filme Hidden Figures, que tem estreia no Brasil prevista para fevereiro de 2017, pretende contar as histórias de algumas dessas mulheres, cujo esforço foi essencial para que os Estados Unidos dessem início à corrida espacial. Dirigido por Theodore Melfi, o longa acompanha a trajetória das matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, que além de enfrentarem resistência por serem mulheres, tiveram que trabalhar ainda mais para serem notadas por serem negras.

 

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