CURITIBA | PR – A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) deu um passo decisivo na atualização das políticas de proteção à integridade feminina ao aprovar, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a inclusão da campanha de Prevenção e Combate ao Wollying no Código Estadual da Mulher Paranaense. A proposta, que recebeu parecer favorável na última terça-feira (17), é uma iniciativa coletiva da Bancada Feminina, liderada pela deputada Mabel Canto (PP), e subscrita por todas as parlamentares que compõem o grupo no Legislativo estadual.
O termo Wollying — uma junção das palavras “woman” (mulher) e “bullying” — refere-se a atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados por uma ou mais mulheres contra outra mulher ou grupo. O objetivo dessas agressões costuma ser intimidar, humilhar, difamar ou perseguir a vítima, gerando danos emocionais severos e comprometendo o ambiente de convívio social e profissional.
Conscientização e fortalecimento da sororidade
A proposta (PL 1119/2025) prevê a realização de uma semana específica de debates e ações educativas sempre na última semana de março. O foco é tirar da invisibilidade uma forma de violência muitas vezes negligenciada pelas políticas públicas tradicionais, mas que impacta diretamente a saúde mental feminina e as relações institucionais.
“O propósito é conscientizar a sociedade sobre uma forma de violência ainda pouco debatida, mas que acaba afetando diretamente a integridade emocional e psicológica das mulheres. Isso compromete a solidariedade e a sororidade no convívio social, profissional e institucional entre as mulheres. A gente precisa debater mais sobre esse assunto, porque nós cobramos tanto dos homens o respeito e a igualdade, mas isso também tem que acontecer entre nós”, detalhou a deputada Mabel Canto.
Próximas etapas legislativas
Com a aprovação na CCJ, que atesta a legalidade e constitucionalidade da matéria, o projeto segue agora para análise das comissões temáticas antes de ser votado em plenário pelos 54 deputados estaduais. Se aprovado, o Paraná reforçará seu Código da Mulher com diretrizes que incentivam o apoio mútuo e o enfrentamento de comportamentos discriminatórios dentro do próprio gênero, visando um ambiente social mais equilibrado e respeitoso.
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