A operação está sendo executada através da venda de terras do Estado
O Pontal do Paranapanema, localizado no extremo Oeste de São Paulo e é uma das áreas mais pobres do Estado. Dominada por latifúndios, a região tem sido palco de diversas lutas de sem-terra pela reforma agrária devido a enorme concentração fundiária. Esta concentração, no entanto, pode se agravar ainda mais se um dos projetos de Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, for aprovado e começar a ser colocado em prática.
Muitas terras no Pontal, um região com uma área que tem 21 mil quilômetros quadrados e que abrange 21 municípios, são reivindicadas pelo Estado como sendo suas. O projeto de Alckmin prevê que todas estas terras possam ser compradas por grandes fazendeiros ao invés de serem destinadas para fim de reforma agrária, conforme estabelece a própria Constituição Federal.
Atualmente tramitam dois projetos deste caráter e a expectativa do PSDB é que eles sejam votados juntos nas próximas semanas pela Assembléia Legislativa.
A iniciativa é parte da ofensiva dos latifundiários que em todo o país tem tomado uma série de iniciativas para aumentar a concentração fundiária, atacando os pequenos camponeses e, principalmente, o movimento sem-terra. Não é por acaso que o PSDB quer votar este projeto enquanto a direita e o governo tentam chegar a um acordo para que o novo Código Florestal entre em vigor.
A ofensiva dos latifundiários, apoiados no novo Código Florestal, tem levado a um massacre na região norte. Da mesma forma, a política de Alckmin também deve levar ao aumento da violência contra os sem-terra no Pontal do Paranapanema.
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É preciso denunciar a política do PSDB de defender os latifundiários. Somente a luta dos camponeses pelo fim do latifúndio e em defesa da reforma agrária é que pode por fim a esta ofensiva dos latifundiários e à política deste setor da burguesia que é um dos principais responsáveis pelo atraso nacional