A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o lemborexante, medicamento indicado para o tratamento da insônia, que deve começar a ser vendido nos próximos meses no Brasil sob o nome comercial Dayvigo, produzido pela farmacêutica japonesa Eisai.

O novo fármaco se diferencia dos já disponíveis no país. Enquanto a maioria dos medicamentos age induzindo o sono, o lemborexante atua de forma distinta: bloqueia os mecanismos cerebrais que mantêm a pessoa acordada.

Segundo especialistas, essa característica pode significar menor risco de dependência em comparação a outros remédios tradicionalmente usados.

Estudo internacional aponta alta eficácia

Um estudo da Universidade de Oxford, publicado em 2022 na revista científica The Lancet, avaliou 36 tratamentos disponíveis para insônia. O lemborexante esteve entre os melhores em eficácia, aceitabilidade e tolerabilidade, dividindo a posição com a eszopiclona.

Conforme os pesquisadores, o medicamento apresentou bons resultados tanto em tratamentos de curto quanto de longo prazo.

O valor do medicamento será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A aprovação oficial foi publicada no Diário Oficial da União em 3 de abril deste ano.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de pessoas sofrem com dificuldade crônica para dormir — um dado que revela a dimensão do problema e a relevância de novas alternativas terapêuticas.

O impacto da insônia na saúde

A insônia é mais do que uma dificuldade para dormir: pode desencadear depressão, ansiedade, hipertensão, diabete, doenças cardíacas e até aumentar o risco de suicídio.

Por isso, especialistas alertam que o tratamento deve ser individualizado, combinando mudanças de hábitos, terapias comportamentais e, em casos específicos, uso de medicamentos.

Além dos fármacos, há práticas que podem melhorar a qualidade do sono: