Paulo Figueiredo, neto de ditador João Figueiredo, último presidente do regime militar brasileiro, participou de um encontro com parlamentares bolsonaristas durante uma viagem aos Estados Unidos para acompanhar a posse de Donald Trump. O encontro contou com a presença de figuras como Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis e Jorge Seif.
Figueiredo é um dos indiciados pela Polícia Federal em uma investigação que apura tentativas de golpe de Estado. Ele é acusado de colaborar com militares ao vazar documentos para pressionar o Alto Comando do Exército a apoiar ações golpistas.
De acordo com o relatório da PF, sua conexão com o meio militar, devido à sua linhagem, foi um dos fatores que o tornaram um candidato para essa função. Durante sua estadia nos Estados Unidos, Figueiredo foi fotografado ao lado de outros políticos brasileiros, incluindo o foragido Allan dos Santos.
Além disso, conforme informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Figueiredo foi condenado em dezembro pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pagar multas que totalizam R$ 102 milhões por supostas operações fraudulentas associadas ao Trump Hotel, um projeto hoteleiro que ele tentou implementar no Brasil.
A associação de Figueiredo a Trump começou em 2013, mas o projeto enfrentou vários problemas, incluindo os desdobramentos da Operação Circus Maximus, que investigou pagamentos de propinas a diretores do Banco de Brasília (BRB) relacionados a investimentos no hotel. Estima-se que o esquema tenha causado um prejuízo de R$ 400 milhões aos cofres públicos.
Em relação à sua condenação, a defesa de Figueiredo argumentou que o processo continha nulidades, como a falta de citação adequada para sua defesa e depoimentos de delações sem o direito de resposta. A defesa afirma que essas nulidades serão comprovadas em recursos futuros e que Figueiredo não teve o direito ao devido processo respeitado.
A defesa também destacou que a citação tardia foi feita por meio de um “print” da devolução de um envelope, o que, segundo eles, não atende às exigências legais para garantir o direito de defesa. O caso ainda está sujeito a recursos no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).













