Presidente Lula cria prêmio Eunice Paiva para reconhecer defensores da democracia

Presidente Lula cria prêmio Eunice Paiva para reconhecer defensores da democracia

Durante evento no Palácio do Planalto, presidente Lula assinou decreto que cria o Prêmio Eunice Paiva de defesa da democracia. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no Palácio do Planalto, um decreto que institui o Prêmio Eunice Paiva de Defesa da Democracia, durante os eventos de celebração da democracia nesta quarta-feira, 8 de janeiro. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União no dia seguinte, 9 de janeiro.

A premiação, concedida anualmente pelo Observatório da Democracia da Advocacia-Geral da União (AGU), visa reconhecer indivíduos que tenham colaborado de forma significativa para a preservação, restauração ou consolidação do regime democrático no Brasil, seja por meio de atuação profissional, intelectual, social ou política. A assinatura do decreto contou com a presença do presidente da AGU, Jorge Messias, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e de familiares de Eunice Paiva.

Além de homenagear os laureados, o prêmio busca evocar a memória da luta de Eunice Paiva em defesa da resistência democrática e dos direitos humanos. Nos anos 1970, Eunice vivenciou a repressão da ditadura militar, quando seu marido, o ex-parlamentar Rubens Paiva, foi sequestrado por agentes do Estado. O reconhecimento oficial de sua morte ocorreu 25 anos depois, mas seu corpo nunca foi encontrado.

A trajetória de Eunice Paiva representa um exemplo de coragem na luta contra a opressão e em prol das liberdades democráticas, sendo um símbolo para aqueles comprometidos com a defesa do Estado Democrático de Direito.

Eunice também foi uma das principais vozes que pressionaram pela promulgação da Lei nº 9.140, de 4 de dezembro de 1995, que reconhece como mortas, para efeitos legais, pessoas desaparecidas por ações de agentes públicos durante atividades políticas entre 1961 e 1988.

Após a perda de seu marido, Eunice se tornou advogada e se dedicou à defesa dos direitos humanos, especialmente em relação aos povos indígenas. A criação deste prêmio se alinha a outras iniciativas que visam destacar personalidades que contribuíram significativamente para a preservação e fortalecimento da democracia no Brasil, assim como para a defesa dos direitos fundamentais e das liberdades civis.