Na última quarta-feira (8), o diretor financeiro executivo de Itaipu, André Pepitone, recebeu a visita de autoridades da área energética, incluindo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, e o vice-presidente de Regulação da Eletrobras, Rodrigo Limp. O grupo inspecionou as obras de revitalização do Sistema de Transmissão em Corrente Contínua de Alta Tensão (HVDC) na Subestação de Foz do Iguaçu, que está em operação há 40 anos.
Com um investimento de R$ 2 bilhões, a modernização do HVDC visa otimizar a infraestrutura de transmissão elétrica sem gerar custos adicionais para o consumidor. Pepitone ressaltou que as melhorias são essenciais para garantir a segurança do abastecimento elétrico no Sistema Interligado Nacional, sem impactar as tarifas dos usuários.
Além de Pepitone, a visita contou com a presença do diretor da EPE, Carlos Cabral, do presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Alexandre Ramos, e de outros representantes do setor. O grupo foi acompanhado por José Pereira do Nascimento, ex-técnico da Itaipu responsável pela ativação da primeira unidade geradora da usina em 1984.
A visita técnica incluiu uma apresentação sobre os avanços das obras, que tiveram início em janeiro de 2023, e a entrega antecipada do Conversor 4 do Bipolo 1, que voltou a operar em dezembro de 2024, antes do prazo previsto. A revitalização não aumentará a capacidade de transmissão, mas garantirá maior confiabilidade e a implementação de novos recursos operacionais.
O convênio entre Itaipu e Eletrobras abrange a substituição completa dos principais componentes do Bipolo 1 nas subestações de Foz do Iguaçu e Ibiúna (SP), com conclusão esperada para 2026. Esta é a primeira reforma significativa do sistema, que conecta a usina aos principais centros consumidores do Brasil, sendo um elemento crucial para a segurança energética do país. Desde 1984, o HVDC já transmitiu 1,3 bilhão de MWh, representando 43% da energia gerada pela Itaipu.
Os investimentos na revitalização do HVDC têm como objetivo evitar que os custos sejam repassados aos consumidores, contribuindo para a modicidade tarifária no setor elétrico brasileiro.













