Em seu discurso de posse como 47º presidente dos Estados Unidos, realizado nesta segunda-feira (20), Donald Trump reafirmou sua intenção de renomear o Golfo do México para “Golfo da América” e retomar o controle sobre o Canal do Panamá. Trump destacou que a mudança de nome homenagearia o ex-presidente William McKinley, ressaltando sua contribuição para a riqueza do país por meio de tarifas e visão empresarial.

“O presidente McKinley fez nosso país muito rico, e sua administração forneceu os recursos necessários para muitas grandes obras, incluindo o Canal do Panamá”, afirmou Trump, ao criticar o que considerou uma quebra de promessas por parte do Panamá. Ele alegou que os Estados Unidos estão sendo cobrados de forma injusta pelo uso do canal.

Trump, que obteve 312 votos no colégio eleitoral e 51% dos votos populares, assume a presidência com uma agenda ambiciosa. Entre suas promessas estão o fim do conflito no Oriente Médio, a resolução da guerra entre Ucrânia e Rússia, a revisão das tarifas sobre produtos chineses e a redução do custo de vida nos EUA, que aumentou durante o governo de Joe Biden.

Histórico Político

Donald Trump chegou à Casa Branca pela primeira vez em 2016, ao derrotar a democrata Hillary Clinton nos colégios eleitorais, apesar de ter perdido no voto popular. Em 2020, tentou a reeleição, mas foi derrotado por Joe Biden. Em 2024, venceu sua sucessora, Kamala Harris, após Biden desistir da corrida eleitoral. Trump escolheu o senador JD Vance como seu companheiro de chapa, ambos com opiniões alinhadas sobre imigração e mudanças climáticas.

Durante a campanha, Trump enfrentou desafios, incluindo condenações criminais e um ataque a tiros que o feriu levemente. Ao retornar ao cargo, o presidente expressou intenção de anexar o Canadá e a Groenlândia, além de intervir militarmente no Panamá. Ele também confiou ao bilionário Elon Musk a responsabilidade por um departamento voltado à redução de gastos federais.