O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu, nesta sexta-feira (27), liberdade provisória a quatro jogadoras do time feminino do River Plate, que haviam sido presas em flagrante por injúria racial durante uma partida contra o Grêmio, realizada em São Paulo no dia 20 de dezembro.
Segundo a decisão do juiz Fernando Oliveira Camargo, as atletas Camila Duarte, Juana Cángaro, Candela Díaz e Milagros Díaz deverão cumprir medidas cautelares, como comparecer mensalmente ao juízo para justificar suas atividades. Além disso, elas não poderão mudar de endereço sem informar previamente ao TJ-SP. O juiz também determinou um depósito de R$ 25 mil, a ser feito em até cinco dias, como garantia para uma eventual indenização à vítima, sob pena de revogação da liberdade provisória.
As jogadoras foram detidas após um tumulto durante o primeiro tempo da partida pela Ladies Cup, no Estádio Canindé. O conflito começou após o Grêmio empatar o jogo em 1 a 1 e envolveu insultos, com Candela Díaz sendo flagrada imitando um macaco em direção a um gandula. A situação gerou reações das jogadoras do Grêmio e resultou na expulsão de seis atletas do River Plate, levando ao encerramento da partida.
Após os incidentes, o River Plate foi excluído da competição e das próximas duas edições do torneio. O Grêmio registrou um boletim de ocorrência na 6ª delegacia, resultando na detenção das quatro jogadoras, que foram inicialmente acusadas de insultos racistas.
No dia seguinte ao tumulto, as prisões foram convertidas em preventivas, e as jogadoras foram encaminhadas para a Penitenciária do Carandiru, onde passaram o Natal após terem o pedido de habeas corpus negado na terça-feira (24).