Foz do Iguaçu–PR. A produção audiovisual realizada no Paraná ganha projeção nacional com a estreia do telefilme Meu Avô Stanislau, coprodução da TV Globo, RPC e GP7 Cinema, marcada para o dia 2 de fevereiro de 2026, logo após o Big Brother Brasil, dentro da faixa Cine BBB. A obra integra o projeto Telefilmes Regionais, iniciativa da emissora que reúne produções de ficção realizadas em parceria com afiliadas em diferentes estados do país, com foco na valorização da diversidade cultural brasileira.
O projeto contempla produções realizadas em sete estados — Bahia, Espírito Santo, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo — além do Distrito Federal. Com duração de até 50 minutos, os filmes são desenvolvidos com equipes técnicas e elencos locais e exibidos em janelas de grande audiência da TV aberta, como o Cine BBB e o Tela Quente, ampliando a circulação nacional de histórias enraizadas nos territórios onde são produzidas.
O Paraná participa da iniciativa com Meu Avô Stanislau, filme gravado em Prudentópolis, município do interior do estado marcado pela forte presença da cultura ucraniana. A produção foi realizada majoritariamente por profissionais paranaenses e constrói uma narrativa que articula memória, identidade cultural e o encontro entre gerações, tendo o território como elemento central da história.
Ambientado entre araucárias centenárias, cachoeiras e comunidades de tradição ucraniana, o telefilme acompanha a relação entre Boris, um adolescente gamer prestes a disputar a final de um campeonato online, e seu avô Stanislau, liderança comunitária envolvida na organização da Primeira Grande Festa Ucraniana da fictícia Serra da Kalena. O conflito se estabelece quando Boris é levado pela mãe para passar uma semana no sítio do avô, justamente em um momento decisivo de sua vida digital, em um local onde o acesso à internet é limitado.
A convivência, inicialmente marcada por tensões entre dois mundos distintos, se transforma a partir de um acordo improvável: Boris ajuda nos preparativos da festa comunitária e, em troca, Stanislau o conduz até os pontos mais altos da serra, únicos locais onde há sinal suficiente para que o neto possa treinar com seu time. Ao longo desse processo, avô e neto constroem uma relação atravessada por humor, afeto e aprendizado mútuo, revelando possibilidades de diálogo entre tradição e inovação.
Mais do que uma história familiar, Meu Avô Stanislau aborda temas universais como pertencimento, identidade cultural e relações intergeracionais, a partir de um olhar profundamente conectado à realidade paranaense e à herança ucraniana presente na região.
Para o diretor e produtor Guto Pasko, filmar em Prudentópolis carrega também um significado pessoal, ligado à própria história familiar.
“O telefilme mostra um Brasil diferente, um Brasil estrangeiro, um Brasil made in Paraná. Filmar esse telefilme em Prudentópolis, de alguma forma, também é retratar a história dos meus antepassados, já que minha família veio da Ucrânia em 1896 e ajudou a fundar o município”, afirma.
A exibição da produção em rede nacional é vista pela RPC como uma oportunidade estratégica de ampliar a visibilidade da cultura e dos talentos do estado. O diretor de Programação da emissora, Marcelo Dias Lopes, destaca o alcance da iniciativa.
“Produzir filmes com histórias, equipes e cenários do Paraná e exibi-los em rede nacional amplia a visibilidade da nossa cultura e dos nossos talentos. É uma oportunidade de mostrar que narrativas que nascem aqui têm força para dialogar com o público de todo o Brasil”, ressalta.
Além da exibição na TV aberta, o telefilme conta com uma página oficial com informações sobre a obra, bastidores e conteúdos complementares, disponível em https://meuavostanislau.rpc.com.br, integrando a estratégia de difusão digital do projeto. Com classificação indicativa livre, Meu Avô Stanislau reforça o papel do audiovisual regional como instrumento de memória, identidade e circulação cultural, ao conectar histórias locais a uma audiência nacional.
A produção é estrelada por Ranieri Gonzalez, Fhelipe Gomes, Laura Haddad, Mauro Zanatta, Rosana Stavis e Angélica Bueno. A direção é de Guto Pasko, com roteiro de Gil Marcel Cordeiro e supervisão artística de Fred Mayrink. A produção é assinada por Guto Pasko e Andréia Kaláboa, com produção executiva de Gabriel Jacome e Andréia Kaláboa. A direção de fotografia é de João Castelo Branco (ABC) e a direção de arte de Isabelle Bittencourt (ABC). O som direto é de Roberto Oliveira, figurino de Giovane Reynard e maquiagem e caracterização de Giuliana Genari. A montagem é de Lucas Cesário Pereira, com colorização de Rodrigo Bodstein. A trilha sonora original é de Grace Torres e Lilian Nakahodo, com edição e mixagem de som de Ulisses Galetto. A supervisão de efeitos visuais é de Bruno Wotroba. O filme conta ainda com a participação do Grupo Folclórico Ucraniano Brasileiro Vesselka. A equipe da TV Globo inclui Verônica Nunes, João Pedro Pinho e Carla Reis, enquanto a equipe da RPC é formada por Marcelo Dias Lopes, Alexandre Gurtat e Thiago Alves. A apresentação jornalística é de Ana Carolina Oleksy e Marcelo Rocha.
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