Brasília, DF – O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará, na próxima quinta-feira (8), um evento institucional para marcar os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas. A iniciativa pretende preservar a memória dos fatos e reafirmar o compromisso das instituições com a democracia.

Intitulado “8 de Janeiro – um dia para não esquecer”, o evento será realizado na sede do STF e terá início às 14h30. A programação inclui a abertura da exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”, seguida da exibição do documentário “Democracia Inabalada: mãos da reconstrução”, produção que retrata o processo de restauração do patrimônio público e institucional após os ataques.

O encerramento será marcado por uma mesa-redonda com o tema “Um dia para não esquecer”, reunindo autoridades e especialistas para discutir os impactos dos atos antidemocráticos e a importância da preservação da memória histórica.

Durante evento semelhante realizado no ano passado, o ministro Edson Fachin destacou a necessidade de manter viva a lembrança dos episódios de ruptura democrática. Segundo ele, recordar os acontecimentos é essencial para que novas gerações compreendam os riscos do autoritarismo e os danos provocados por regimes antidemocráticos.

Paralelamente, no Rio de Janeiro, também no dia 8 de janeiro, a partir das 18h, a sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) receberá o lançamento do livro “8 de Janeiro: golpe derrotado, democracia preservada”. A obra é organizada pelas juristas Carol Proner e Gisele Cittadino e reúne artigos de pesquisadores e professores que analisam os ataques às instituições ocorridos uma semana após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os atos de 8 de janeiro de 2023 envolveram a invasão e depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal por milhares de manifestantes inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2022. O episódio é amplamente caracterizado como uma tentativa de golpe de Estado.

Apesar da violência e do vandalismo contra o patrimônio público e histórico, as instituições democráticas reagiram de forma coordenada, retomaram o controle da situação e deram início a investigações que resultaram em centenas de prisões e processos judiciais contra executores, financiadores e articuladores dos atos.

Três anos depois, as ações de memória e reflexão buscam reforçar a defesa do Estado Democrático de Direito e a necessidade de prevenir novos ataques às instituições republicanas.