CURITIBA | PR – O Sistema FAEP assumiu a coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando do fórum público-privado segue um sistema de rodízio entre os estados participantes e, neste ciclo, a liderança retorna ao Paraná. A iniciativa, que visa o fortalecimento da produção e da competitividade do leite, conta agora com a integração oficial do Mato Grosso do Sul (MS), ampliando a articulação regional que já envolvia o Paraná (PR), Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS).
O fórum discute ações integradas entre as áreas de produção, indústria e comercialização. O foco das reuniões para o novo período está centrado na abertura de novos mercados e no alinhamento de iniciativas voltadas ao desenvolvimento da bacia leiteira nacional, tanto no ambiente interno quanto no comércio exterior.
Planejamento estratégico e foco em exportação
A coordenação do biênio será exercida pelo consultor do Sistema FAEP, Ronei Volpi, produtor rural com trajetória na cadeia leiteira e em negociações voltadas ao desenvolvimento do setor. A agenda de trabalho para 2026 teve início na primeira quinzena de março, com uma reunião em Curitiba (PR) que detalhou o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, destacou a importância da integração entre as federações e o governo para a construção de uma pauta conjunta.
A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema FAEP seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção.
Fórum busca sanidade e competitividade regional
Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira atua como um espaço de diálogo para alinhar pautas sanitárias e produtivas. Durante o primeiro encontro deste ano, o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira foi um dos pilares apresentados. A meta é harmonizar as políticas de defesa sanitária entre os estados para garantir que o leite produzido na região Sul mantenha os padrões exigidos pelos compradores internacionais.
Com a entrada do Mato Grosso do Sul (MS), o bloco ganha força política para negociar pautas de incentivo e infraestrutura logística. O fórum também atua na intermediação de conflitos de mercado e na busca por tecnologias que otimizem o custo de produção para o pecuarista leiteiro, garantindo a sustentabilidade econômica do setor diante das variações de preço.