A prisão ocorreu após alerta da Polícia Federal às autoridades paraguaias. O ex-dirigente foi detido no momento em que tentava passar pela imigração utilizando documento irregular, o que levantou suspeita imediata e levou à abordagem policial.
A condenação foi proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 16 de dezembro. Para a Primeira Turma da Corte, Vasques integrou o chamado “núcleo de gerência” da trama golpista e foi responsável por operações ilegais da PRF durante o segundo turno das eleições de 2022, com o objetivo de dificultar o deslocamento de eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente na Região Nordeste.
Segundo as investigações, as ações da corporação sob seu comando configuraram abuso de poder e interferência direta no processo eleitoral, atentando contra o Estado Democrático de Direito.
Após a detenção, Silvinei Vasques foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. A Polícia Federal informou que já iniciou as gestões diplomáticas e jurídicas para a extradição do condenado ao Brasil, onde deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
O caso reforça o cerco judicial aos responsáveis pela tentativa de ruptura institucional e marca mais um desdobramento das condenações impostas pelo STF aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 2022.