Foz do Iguaçu, 19 de novembro de 2024 – Durante três dias, o 1.º Seminário de Valorização do Patrimônio Cultural reuniu membros da comunidade, acadêmicos e autoridades para discutir a preservação da história de Foz do Iguaçu. O evento, realizado no prédio da antiga Câmara Municipal, agora Estação Cultural de Artes Visuais, destacou a importância do local, que foi o sétimo tombamento da cidade.
Pedro Louvain, presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural e organizador do seminário, afirmou que o encontro teve como objetivo promover projetos voltados à preservação da memória histórica do município. “Tivemos a participação de nossos vizinhos de Puerto Iguazú, permitindo um intercâmbio sobre a arqueologia na região e experiências do patrimônio histórico do século 20”, disse Louvain.
Entre os palestrantes, o juiz Dr. Rui Ferreira, coordenador do Grupo de Memória da Justiça Federal do Paraná, ressaltou o crescente interesse da sociedade pela sua história. “A cidade demonstra agora um carinho pelo seu patrimônio, evidenciado pelos tombamentos. Isso ajuda a divulgar a importância da preservação como forma de salvaguardar a memória de um povo”, comentou.
José Ulisses dos Santos, chefe do Parque Nacional do Iguaçu, reafirmou a necessidade de valorização da rica história da região, que precede grandes eventos como Itaipu. “Os iguaçuenses estão cobrando respeito e valorização de seu patrimônio, o que é fundamental para a afirmação da identidade cultural”, destacou.
A jornalista Rita Araújo, criadora do projeto Causos de Foz, promove rodas de conversa com pioneiros da cidade, buscando resgatar a história local através da interação entre moradores. “Essas reuniões são importantes para manter a memória viva e compartilhar experiências”, explicou.
O seminário também contou com a apresentação de um inventário arbóreo coordenado pelo geógrafo Diego Morais, que mapeou árvores e arbustos na área da antiga residência de Harry Schinke. Morais destacou o potencial turístico do local, que oferece uma rica experiência de observação da natureza.
Elisiana Kleinsmith, especialista em tombamentos, enfatizou que o reconhecimento do patrimônio é essencial para fortalecer a identidade local. “Patrimônio é um documento histórico que precisa ser valorizado para que a comunidade se sinta parte de sua história”, afirmou.
O evento foi concluído com uma visita técnica ao Parque Nacional do Iguaçu, onde os participantes puderam conhecer mais sobre os esforços de salvaguarda e conservação do patrimônio cultural da cidade.