Diamante D’Oeste, PR – A Terra Indígena Tekohã Añetete, em Diamante D’Oeste, no oeste do Paraná, recebe entre terça-feira (14) e quinta-feira (16) a 20ª Semana Cultural Indígena Guarani. A expectativa da organização é atrair milhares de visitantes ao longo dos երեք dias de evento, com  expressiva de estudantes de escolas e universidades de municípios da região.

A programação inclui apresentações culturais, danças tradicionais, coral indígena Guarani, trilhas na mata, atividades relacionadas à medicina natural, exposição de trabalhos pedagógicos e comercialização de artesanato produzido pelas comunidades locais.

Durante o evento, o público também poderá participar de pintura facial com tintas antialérgicas, visitar a Opy (Casa de Reza) e acessar espaços de diálogo com a direção e lideranças indígenas, mediante solicitação no local. Todas as atividades são abertas ao público, com contribuição de R$ 7 por visitante.

As atividades ocorrem nos períodos da manhã e da tarde. A sala pedagógica e a pintura facial funcionam das 8h às 12h e das 13h às 16h30. As apresentações culturais serão realizadas ao longo do dia, com intervalo para almoço. As visitas de grupos escolares podem ser agendadas previamente por meio de formulário disponibilizado pela organização.

A realização da Semana Cultural é do Colégio Estadual Indígena Kuaa Mbo’e, da Escola Estadual Indígena Araju Porã e das comunidades Tekohã Añetete e Tekohã Itamarã, com apoio da Itaipu Binacional, por meio do programa Itaipu Mais que Energia.

Criada há duas décadas, a Semana Cultural Indígena Guarani tem como objetivo fortalecer a identidade cultural dos povos indígenas e ampliar o diálogo com a sociedade sobre saberes e tradições ancestrais.

Apoio institucional às comunidades indígenas

A Itaipu Binacional mantém ações estruturantes voltadas às comunidades indígenas em sua área de atuação, com foco em reparação histórica, fortalecimento comunitário e promoção do desenvolvimento sustentável. As iniciativas atendem principalmente povos Avá-Guarani e Guarani Mbya, no oeste e no litoral do Paraná, e são desenvolvidas em diálogo direto com as comunidades.

Entre as principais medidas está o acordo de reparação histórica homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza investimentos de até R$ 240 milhões na aquisição de áreas destinadas à recomposição de territórios tradicionais indígenas. A ação beneficia 31 comunidades e busca reduzir conflitos fundiários e garantir segurança territorial às famílias impactadas pela formação do reservatório da usina.

O acordo também prevê a implantação de infraestrutura básica nas áreas adquiridas, incluindo acesso à água potável, energia elétrica, saneamento, além de apoio nas áreas de saúde, educação, habitação e recuperação ambiental.

No campo social e produtivo, a empresa desenvolve o Projeto Opaná Chão Indígena, em parceria com a Fundação Luterana de Diaconia (FLD). A iniciativa promove segurança alimentar com base agroecológica, acesso à água, educação antirracista e fortalecimento da autonomia comunitária, com ações definidas de forma participativa.

A Itaipu também mantém programas permanentes de apoio à sustentabilidade das comunidades indígenas, com investimentos em infraestrutura, produção, educação escolar diferenciada e valorização cultural.

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