A 20ª edição da Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu (FILFI) será realizada entre os dias 12 e 16 de novembro de 2025, no Complexo da Praça Getúlio Vargas, conhecido como Praça da Paz, um dos principais espaços públicos e culturais da cidade. O local também abriga as Estações Culturais Haroldo Alvarenga e Anamaria Teigão, que integrarão o circuito de atividades.
A escolha do espaço busca aproximar o evento da comunidade e reforçar o compromisso da Feira com a valorização da cultura local, o incentivo à leitura e a democratização do acesso ao conhecimento. Próxima dali, a tradicional Feirinha da JK e a sede da Biblioteca Pública Elfrida Engel, da Fundação Cultural, também farão parte da programação.
Homenageados e programação
Com o tema “Da Literatura ao Conhecimento”, a FILFI 2025 contará com lançamentos de livros, oficinas literárias e artísticas, debates, exposições, sessões de autógrafos, contação de histórias e atividades descentralizadas em diferentes regiões da cidade.
Dois nomes centrais serão homenageados nesta edição. O primeiro é Alberto Santos Dumont, que há um século esteve em Foz do Iguaçu e colaborou para que as Cataratas do Iguaçu se tornassem patrimônio público. O segundo é Dalton Trevisan, escritor paranaense conhecido como o Vampiro de Curitiba, referência internacional no conto curto e autor de mais de 700 textos premiados.
Organização e impacto cultural
A Comissão Organizadora da FILFI reúne representantes da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu (FCFI), Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Turismo, Itaipu Parquetec, Unioeste e Sesc. A proposta é promover um evento inclusivo, diverso e representativo do papel da literatura na vida cultural e social da cidade.
Para Angelita Hanauer, diretora de Cultura da FCFI, a Feira pretende se conectar com diferentes públicos:
“O objetivo é que cada visitante encontre algo que dialogue com sua história e estimule sua relação com a leitura”, afirmou.
Já o diretor-presidente da Fundação Cultural, Dalmont Benites, que participou da organização da primeira edição do evento, destacou a relevância da FILFI na formação de leitores e na consolidação da identidade cultural da cidade.
“Mais do que celebrar a literatura, a Feira Internacional do Livro conecta pessoas, fomenta a economia criativa e fortalece nossa identidade como cidade multicultural. É um evento que deixa legado para as próximas gerações”, disse.