Santana, AP – estado do Amapá entrou no mapa estratégico do comércio internacional com a inauguração, neste sábado (30), de uma rota marítima inédita entre o Porto de Santana e o Porto de Gaolan, em Zhuhai, na China. A iniciativa faz parte da articulação do Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), e promete transformar a logística, a economia e a geração de empregos na região.

De acordo com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota encurta em cerca de 14 dias o tempo de transporte em comparação às rotas tradicionais, geralmente realizadas via Porto de Santos (SP). Além disso, representa uma economia significativa para produtores.

“A rota promove benefícios mútuos: facilita a entrada de produtos chineses, impulsiona atividades comerciais e industriais no Amapá e garante que os chineses consumam itens do nosso agro e da bioeconomia. Isso agrega valor tanto para a Amazônia quanto para o Centro-Oeste”, destacou Góes.

Protagonismo amazônico

Durante a cerimônia de inauguração, o Porto de Santana recebeu o primeiro lote de mercadorias vindas da China, composto por alimentos e equipamentos de energia solar. Os containers foram desembarcados pela Companhia Docas de Santana (CDSA), marcando oficialmente o início da operação.

Para o governador do Amapá, Clécio Luís, a rota consolida o papel estratégico do estado no comércio internacional: “Seremos referência para outras regiões da Amazônia e também para o Centro-Oeste. O Amapá se torna corredor logístico de importação, beneficiado por políticas de livre comércio e pela Suframa. É um marco histórico para o estado.”

Mais negócios e empregos

A aproximação com a China também abre espaço para novas parcerias. O presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China, Fábio Hu, reforçou a importância da iniciativa: “A China está disposta a cooperar significativamente para o desenvolvimento do Amapá, com foco em sustentabilidade e boas práticas.”

O prefeito de Santana, Bala Rocha, destacou o impacto social: “Nosso Porto estará mais estruturado para o aumento do fluxo de mercadorias. Isso significa mais empregos, mais renda e benefícios diretos para a população.”