De janeiro a agosto de 2023, o Brasil admitiu 203,4 mil migrantes, refugiados e apátridas no mercado de trabalho formal, conforme o Boletim de Migração da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desses, 48,4 mil estavam exercendo atividades formais durante o período, segundo informações do Observatório das Migrações (Obmigra).
Os venezuelanos foram a nacionalidade mais representada, com 32,8 mil trabalhadores, seguidos por cubanos (3,2 mil), argentinos (3,1 mil), paraguaios (1,8 mil) e angolanos (1,1 mil). O setor industrial destacou-se como o maior empregador, gerando mais de 19 mil postos de trabalho, enquanto o comércio e reparação também apresentaram saldo positivo significativo. Esses dados ressaltam a importância de políticas públicas voltadas para a inserção laboral desse grupo.
O boletim também revela disparidades de gênero nas admissões, com 28,8 mil vagas ocupadas por homens e 19,5 mil por mulheres. A Região Sul do Brasil, especialmente Santa Catarina e Paraná, lidera na oferta de empregos formais, com 12,9 mil e 11,8 mil vagas, respectivamente.
O Boletim de Migração é uma ferramenta essencial para monitorar as tendências migratórias e orientar a elaboração de políticas públicas que assegurem a proteção de refugiados e migrantes no país. Disponível em formato digital e interativo, o boletim oferece transparência e acessibilidade às informações, beneficiando gestores públicos, pesquisadores e a sociedade civil.
Os dados utilizados no boletim são fruto de um acordo de cooperação técnica entre diversas instituições, incluindo o Ministério da Justiça, o Ministério do Trabalho, a Polícia Federal, o IBGE e a Universidade de Brasília.