O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), aparece como um dos nomes mais competitivos da direita e centro-direita nas projeções para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quinta-feira (9). O levantamento indica que o paranaense se consolida como opção viável fora da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o campo bolsonarista. Embora exista a polarização, o presidente Lula aparece à frente de todos os possíveis candidatos no primeiro e segundo turno.
Nas simulações de segundo turno, Ratinho Junior figura entre os governadores com melhor desempenho contra Lula, ao lado de Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Romeu Zema (Minas Gerais). Ele mantém a segunda menor distância em relação ao presidente entre os líderes estaduais, enquanto cenários com Eduardo Leite (RS), Zema e Ronaldo Caiado (GO) apontam maior vantagem para o petista e maior probabilidade de vitória da esquerda.
Desempenho expressivo em todos os cenários
Nos oito cenários de primeiro turno analisados pela Quaest, Ratinho Junior supera os 10% das intenções de voto em todos e chega a 17% quando o deputado Eduardo Bolsonaro é incluído na disputa, representando o campo bolsonarista. Lula permanece à frente em todos os cenários.
Em outro quadro, Ratinho Junior aparece à frente de Ciro Gomes (PDT), com 12%, contra 11% do ex-ministro e ex-governador cearense, que tem participado de sucessivas eleições presidenciais desde 1998.
Potencial de crescimento e percepção pública
O levantamento também mostra que o governador do Paraná tem 37% de margem de crescimento entre eleitores que ainda não o conhecem — um dos maiores índices do grupo. Ele fica atrás apenas de Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ambos menos conhecidos nacionalmente.
A Quaest ressalta que os demais possíveis candidatos já apresentam imagem consolidada entre o público, o que limita seu potencial de expansão eleitoral.
Detalhes da pesquisa
A pesquisa Quaest/Genial entrevistou 2.004 pessoas em 120 municípios, entre os dias 2 e 5 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.