Durante a abertura do Future Minerals Forum, realizado em Riade, na Arábia Saudita, o Governo Federal anunciou um investimento de R$ 8 bilhões pela mineradora saudita Ma’aden para mapeamento geológico e pesquisa mineral no Brasil. O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em uma coletiva de imprensa após sua participação no evento.
Silveira destacou que a instalação do primeiro escritório da Ma’aden em São Paulo representa uma perspectiva significativa de recursos para o país. “A Ma’aden traz a oportunidade de conhecermos melhor nosso subsolo, essencial para a pesquisa e parcerias com o setor mineral. Não há transição energética sem mineração”, afirmou.
O ministro também ressaltou a importância de estabelecer parcerias estratégicas com países do Oriente Médio para desenvolver tecnologias voltadas ao processamento de minerais, fundamentais para a transição energética global. Essa iniciativa se estende também aos setores de petróleo e gás.
Durante o fórum, que reúne empresas globais de mineração, Silveira enfatizou a relevância dos minerais na transição energética e a necessidade de fortalecer a governança global sobre o tema. “Precisamos reforçar o multilateralismo e garantir a governança global. Estaremos juntos na COP 30, no Brasil, discutindo a cadeia da transição energética e a mineração sustentável”, ressaltou.
O Brasil, com sua vasta disponibilidade de recursos naturais e potencial para gerar energia limpa, se posiciona como um líder na transformação mineral. A instalação de indústrias locais para o refino de minerais pode agregar valor às exportações e aumentar a competitividade do país no mercado internacional.
A participação do Brasil no fórum deve contribuir para a formulação de arcabouços técnicos para projetos de minerais críticos na África, Ásia e América Latina. Além disso, busca-se ampliar a cooperação técnica em logística e desenvolvimento de projetos minerais.
A parceria entre Brasil e Arábia Saudita visa não apenas a exploração sustentável de minerais estratégicos, mas também a promoção de uma transição energética justa e inclusiva, alinhada às práticas globais de sustentabilidade.
