FOZ DO IGUAÇU | PR – Os quatis (Nasua nasua), mamíferos silvestres parentes dos guaxinins, consolidaram-se como uma das imagens mais indissociáveis da experiência turística no Parque Nacional do Iguaçu. Presentes de forma constante ao longo das trilhas que levam às Cataratas, esses animais despertam fascínio, mas exigem um protocolo de comportamento rigoroso por parte dos visitantes para garantir a segurança de ambos e a preservação da espécie.
Conhecidos pelo temperamento curioso e, por vezes, ousado, os quatis são animais-símbolo de Foz do Iguaçu. Embora não ofereçam riscos diretos quando não são incomodados, a aproximação excessiva em busca de alimentos em bolsas e mochilas é um comportamento comum que requer atenção redobrada dos turistas.
Comportamento e sazonalidade nas trilhas
A frequência do avistamento de quatis pode oscilar ao longo do ano. Fatores como as condições climáticas e o período de procriação influenciam a movimentação dos grupos. Em determinadas épocas, a presença nas áreas de uso público do Parque Nacional é mais intensa, facilitando o registro fotográfico por parte dos viajantes.
A presença desses mamíferos não se restringe apenas ao interior da unidade de conservação. Em Foz do Iguaçu, é comum encontrá-los em regiões próximas ao centro da cidade, onde remanescentes de mata preservada servem de corredor ecológico para a fauna local.
Os riscos da alimentação artificial
Um dos principais desafios enfrentados pela gestão ambiental no turismo de natureza é a insistência de alguns visitantes em oferecer alimentos aos quatis. A prática, geralmente motivada pelo desejo de atrair o animal para fotos mais próximas, é severamente desaconselhada por especialistas em biologia e conservação.
Ao consumir alimentos processados humanos, os quatis sofrem alterações drásticas em seu comportamento natural e podem desenvolver doenças graves. Além disso, a perda do medo do ser humano torna os animais mais agressivos na disputa por comida, o que pode resultar em incidentes nas trilhas.
Respeito ao habitat e distanciamento
A recomendação técnica para quem visita as Cataratas é clara: a observação deve ser feita à distância, respeitando o espaço individual dos animais.
“A prática de oferecer alimentos é desaconselhada, pois altera o comportamento natural da espécie e pode causar danos à saúde dos quatis. A recomendação é observar à distância, respeitar o espaço dos animais e lembrar que os visitantes estão em seu habitat natural.”
Com paciência e o uso de recursos como o zoom das câmeras, é plenamente possível registrar imagens de alta qualidade sem interferir na rotina biológica da fauna. O respeito às normas do Parque garante que as futuras gerações continuem a usufruir da presença desses mamíferos em um ambiente equilibrado e seguro.
Serviço: orientações ao visitante
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Não alimentar: É proibido oferecer qualquer tipo de comida aos animais silvestres.
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Cuidado com pertences: Mantenha mochilas e bolsas fechadas; evite manusear embalagens plásticas perto dos animais.
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Distância segura: Não tente tocar ou segurar os quatis; eles podem morder ou arranhar se acuados.