A Operação Punhal Verde e Amarelo trouxe à tona um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes, intensificando o debate sobre a proposta de anistia a envolvidos na invasão de Brasília em 8 de janeiro. Com 8 de janeiro ainda fresco na memória, o movimento contra a anistia ganhou força após novos ataques à sede do STF. A Polícia Federal (PF) acredita que a investigação da trama golpista, que também mira o ex-presidente Jair Bolsonaro, não será afetada pela operação.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, reforçou a urgência de enterrar qualquer proposta de anistia, qualificando-a como “incogitável” e irresponsável, especialmente antes de qualquer denúncia formal. Ele declarou à GloboNews que a discussão sobre anistia não faz sentido neste contexto.
Luís Roberto Barroso, presidente do STF, sublinhou a gravidade das revelações e a proximidade do Brasil com um possível golpe de Estado, afirmando que o atentado às instituições reflete um sentimento antidemocrático que transcende ideologias.
Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, expressou sua preocupação com as descobertas da investigação e enfatizou que não há espaço para ações que ameaçam a democracia. Ele pediu que todos os responsáveis sejam responsabilizados sob a lei.
Aliados do presidente Lula, incluindo o ministro Márcio Macêdo, reforçaram a necessidade de não conceder anistia aos envolvidos, rotulando o plano como “coisa de bandido”.
O Exército, por sua vez, declarou que não se manifestará sobre investigações conduzidas por outros órgãos, mantendo uma postura de respeito às instituições da República.
A expectativa é que a investigação sobre a trama golpista seja concluída em breve, após uma série de descobertas que envolveram uma possível conexão com uma “Abin paralela” e planos de assassinato.
Contexto dos “Kids Pretos”
Os “kids pretos”, ou Forças Especiais (FE), são um grupo de elite do Exército Brasileiro, composto por cerca de 2,5 mil militares. O termo informal se refere ao uso de gorros pretos por esses soldados. O processo seletivo é rigoroso, exigindo que os candidatos passem por cursos específicos em instituições como o Centro de Instrução de Operações Especiais no Rio de Janeiro e o Comando de Operações Especiais em Goiás. Esses militares estão preparados para atuar em missões de alto risco, incluindo operações de guerra irregular e combate ao terrorismo.