Foz do Iguaçu, PR – Encerrada em março, a primeira etapa do projeto Opaná: Chão Indígena dá continuidade a um processo desenvolvido junto às comunidades Guarani do Oeste e do litoral do Paraná. A partir de abril, a iniciativa inicia uma nova fase, com duração prevista de três anos, ampliando sua atuação e aprofundando as ações já implementadas nos territórios.

Desenvolvido pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD), em parceria com a Itaipu Binacional, o projeto integra políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos povos indígenas, com foco na autonomia, na segurança alimentar e na gestão territorial. As ações seguem orientadas pelo diálogo direto com as comunidades, considerando saberes tradicionais e demandas locais.

A nova etapa começa com a elaboração dos Planos Comunitários, construídos a partir de encontros realizados nas aldeias. Nessas atividades, famílias, lideranças e jovens apresentam demandas, prioridades e perspectivas para o desenvolvimento das ações ao longo do ciclo.

A proposta mantém a construção participativa como eixo central, com foco no protagonismo indígena e no respeito aos modos de vida das comunidades envolvidas.

O início do novo ciclo também foi marcado por um encontro de integração entre a equipe gestora da Itaipu e a equipe técnica da FLD, que alinhou estratégias e consolidou o planejamento das ações para os próximos anos. A atividade reforça a continuidade da parceria institucional e a atuação nos territórios.

A ampliação do projeto prevê atendimento a cerca de 40 comunidades indígenas localizadas na Mesorregião Oeste e na Região Metropolitana de Curitiba, envolvendo aproximadamente 1.150 famílias do povo Guarani, entre os grupos Avá e Mbya. Parte da expansão está associada à aquisição de áreas pela Itaipu Binacional, voltada ao reassentamento de comunidades que vivem em áreas de retomada desde a formação do lago da usina, na década de 1980.

Com a nova configuração, o projeto passa a acompanhar tanto a continuidade das ações já desenvolvidas quanto processos de organização comunitária em territórios recentemente estabelecidos.

Entre as frentes de atuação mantidas e ampliadas estão a assistência técnica indigenista com foco em práticas agroecológicas, o fortalecimento dos Sistemas Indígenas de Produção Agroecológica (SIPAs) e o incentivo a iniciativas de geração de renda e organização comunitária.

O projeto também inclui ações de educação antirracista voltadas ao público não indígena, com atividades em escolas, universidades e serviços públicos, além de iniciativas culturais, como encontros, rodas de conversa e trocas de saberes entre comunidades.

A expectativa é que, ao longo dos próximos três anos, o projeto beneficie diretamente cerca de 4.300 pessoas e alcance público ampliado por meio de ações de formação, mobilização e comunicação.

Os resultados da primeira etapa, como o fortalecimento de redes comunitárias, a ampliação da produção e a valorização dos conhecimentos tradicionais, fundamentam a continuidade das ações. O projeto Opaná: Chão Indígena segue como um processo contínuo, desenvolvido em articulação com o povo Guarani e voltado à gestão dos territórios e às dinâmicas comunitárias.

Operação Bobinas combate tráfico internacional e bloqueia R$ 50 milhões no PR