Foz do Iguaçu–PR – Um projeto inovador desenvolvido por um estudante da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Foz do Iguaçu, acaba de receber destaque estadual. Gustavo Camargo Domingues, concluinte do curso de Ciência da Computação, venceu o Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia na categoria Inventor Independente com um dispositivo de inteligência artificial criado para auxiliar pessoas com deficiência visual.
O equipamento funciona como um crachá inteligente capaz de captar imagens do ambiente e convertê-las imediatamente em descrições de áudio. O assistente ajuda em tarefas do dia a dia, como reconhecer degraus, ler placas e identificar produtos, ampliando a autonomia e a segurança dos usuários.
“É uma grande satisfação receber este prêmio. Essa visibilidade e reconhecimento dá motivação para pesquisar e desenvolver tecnologias para a sociedade”, afirmou Domingues.
Parcerias e reconhecimento
O projeto é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do professor João Marcelo Teixeira, e com o laboratório de tecnologias Voxar. O professor Dr. Claudio Roberto Marquetto Mauricio, da Unioeste, é um dos coordenadores da iniciativa e acompanhou Gustavo na entrega do prêmio, realizada na última sexta-feira (28), em Curitiba. Também participaram da cerimônia o vice-reitor da Unioeste, Gilmar Ribeiro de Melo, e Ivan José de Pádua, assessor de Igualdade e Promoção Social da universidade e pessoa com deficiência visual.
A premiação é coordenada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti). Nesta edição, foram registradas 117 inscrições, das quais 95 homologadas. No total, R$ 228,35 mil foram distribuídos entre dez vencedores, em cinco categorias, com recursos do Fundo Paraná, destinado ao fomento científico e tecnológico. As modalidades Pesquisador, Extensionista e Estudante de Graduação receberam destaque especial, somando R$ 170 mil pela relevância acadêmica de seus trabalhos.
Valorização da ciência paranaense
Para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, o prêmio reforça a missão do Estado de incentivar quem transforma conhecimento em desenvolvimento.
“O prêmio destaca o empenho de profissionais que se dedicam a fazer e divulgar ciência e que, com seu trabalho, transformam conhecimento em desenvolvimento econômico e social”, afirmou.
Concorreram pesquisadores e cientistas de instituições de ensino superior, institutos de pesquisa, organizações de classe e empresas públicas e privadas, além de inventores independentes.
As categorias da premiação foram: Pesquisador, Pesquisador-Extensionista, Estudante de Graduação, Inventor Independente e Jornalismo Científico. Além do certificado, os vencedores recebem prêmio em dinheiro baseado no vencimento de professor titular em regime de dedicação exclusiva das instituições estaduais de ensino superior.