Foz do Iguaçu–PR – A Assembleia Geral Extraordinária realizada na noite de terça-feira (28) definiu uma nova etapa de mobilização dos profissionais da educação da rede pública municipal de Foz do Iguaçu. Entre as decisões aprovadas estão a manutenção do estado de greve, a realização de ato público em frente à Prefeitura e um calendário de manifestações nas escolas, além da convocação de uma nova assembleia para fevereiro.
O protesto está marcado para terça-feira (3), durante o horário de almoço, em frente ao prédio da Prefeitura. A mobilização ocorre poucos dias antes do retorno oficial das atividades escolares e tem como objetivo pressionar o Executivo municipal a abrir diálogo com a categoria.
Ato público e mobilização nas escolas
Além do protesto central, os profissionais decidiram ampliar a mobilização de forma descentralizada. A partir de quarta-feira (4), professores e demais trabalhadores da educação realizarão atos informativos nas unidades escolares, com uso de faixas, cartazes e vestimentas pretas, para comunicar à comunidade escolar os motivos do estado de greve.
A estratégia, segundo os participantes da assembleia, busca dar transparência ao conflito, envolver pais e responsáveis e demonstrar que a mobilização não se resume a uma pauta corporativa, mas a decisões que impactam diretamente o cotidiano pedagógico.
Demandas centrais da categoria
Três pontos concentram as reivindicações aprovadas em assembleia:
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Mudanças na matriz curricular do Ensino Fundamental, apresentadas pela Secretaria Municipal de Educação sem construção coletiva;
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Cumprimento integral do Piso Nacional do Magistério, com incorporação ao salário-base;
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Falta de diálogo institucional entre a Prefeitura e os profissionais da educação.
No caso da matriz curricular, a categoria decidiu aguardar o parecer técnico do Conselho Municipal de Educação, que retoma as atividades em 11 de fevereiro. O entendimento é de que qualquer alteração precisa respeitar os trâmites legais e a avaliação pedagógica do órgão.
Piso do magistério e carreira
Sobre o Piso Nacional do Magistério, os profissionais reforçam a cobrança pelo reajuste de 5,4%, definido pelo Ministério da Educação em janeiro, elevando o piso para R$ 5.130 para jornada de 40 horas semanais.
Em Foz do Iguaçu, segundo a categoria, o reajuste continua sendo pago como completivo, sem incorporação ao salário-base, o que compromete progressões, aposentadoria e a estrutura da carreira.
Próximos passos
A assembleia também aprovou a realização de uma nova Assembleia Geral no dia 13 de fevereiro, às vésperas do feriado de Carnaval. Até lá, a estratégia é manter a mobilização e tentar sensibilizar o Executivo municipal.
Caso não haja avanço nas negociações, a categoria não descarta endurecer o movimento, incluindo a possibilidade de greve geral após o Carnaval.
O Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) informou que já protocolou pedidos formais de reunião com o prefeito Silva e Luna, sem retorno até o momento.
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