CURITIBA | PR – Sob o lema “creativitas libertatem parit” (da criatividade nasce a liberdade), o Sindicato de Escritores do Brasil (Sinebras) oficializou a posse de sua primeira diretoria em uma assembleia festiva realizada no último sábado (28/02), em Santa Felicidade. O evento reuniu cerca de 200 escritores e autoridades para marcar o início de uma gestão que promete defender o protagonismo humano e a integridade da produção literária frente aos desafios tecnológicos contemporâneos.
Em seu discurso de posse, o presidente eleito, Jorge Bernardi, lançou a Jornada Literária 2026, convocando autores brasileiros a produzirem em todas as frentes — da poesia aos roteiros de cinema e histórias em quadrinhos. Bernardi foi enfático ao abordar o avanço da Inteligência Artificial no setor.
“Neste mundo dominado pelos algoritmos, temos que vencer o desafio e utilizar a criatividade humana, inata em todos nós. Não podemos nos acomodar com o uso da inteligência artificial. Ela pode ser usada, quanto muito, numa pesquisa, jamais na elaboração de uma obra literária.” — Jorge Bernardi, presidente do Sinebras.
Composição da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal
A estrutura administrativa do Sinebras para este mandato inicial conta com:
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Presidente: Jorge Bernardi
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Vice-presidente: Teo Lima
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Secretária: Petra Schindler
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Diretor Financeiro: Antônio Telles
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Diretor de Relações Internacionais: Alexandre Pagliarini
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Conselho Fiscal: Agemir Dias, Osmar Galvão e Josemar Ganho.
Representatividade e Conselho Literário
A cerimônia contou com a presença de figuras públicas como Tico Kusma (presidente da Câmara de Curitiba), Manasses de Oliveira (presidente da UGT), Paulo Rossi (Fenascon), além de representantes do Ministério do Trabalho, Luis Busnardo e Michelle Pagliarini.
O Conselho Literário empossado reflete uma ampla coalizão de saberes, incluindo o acadêmico Hélio Puglielli (Academia Paranaense de Letras), Anita Zippin (Academia José de Alencar), o chanceler da Uninter, Wilson Picler, a atriz Ítala Nandi, e o escritor Luiz Carlos Ribeiro Prestes. Também integram o conselho nomes como o ex-vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac, o ex-desembargador Joatan Carvalho e o cronista Luiz Augusto Juk.
A estrutura do Sinebras foi desenhada para abranger a pluralidade da produção cultural e literária brasileira. Nas diretorias de áreas destacam-se os cineastas Rubens Gennaro, Paulo Munhoz e Pedro Merege; Maggiar Casanova, Amilton Farias e Carlos Bahia, na comunicação e mídias sociais; Milton Alves e Mario Milani, em marketing; Anginho Brazil e Eduardo Beirith, em histórias em quadrinhos e ilustrações.
O compromisso com a diversidade e a ancestralidade é garantido pela Diretoria de Literatura Afro-brasileira, Indígena e Cigana, composta por Kandieiro, Valdir Silveira, Nardi Canova e Cremilda Santiago. No campo do conhecimento e formação, Dinamara Pereira e André Wormsbecker assumem a literatura técnico-científica, enquanto Erika Lotz e Luciano Palagano coordenam a formação de escritores.
A infraestrutura e o fomento à leitura contam com Marcelo Gonzaga e Isacir Mognon na Diretoria de Bibliotecas, e Geraldo Alves à frente do Incentivo à Leitura. O suporte institucional é reforçado pelas Diretorias Jurídicas, com Valdemir Pontes, Luis Molossi e Rodrigo Irala.
Completam o quadro de diretores empossados: Idinei de Souza (Literatura Religiosa e Sagrada); Noemi Ansay (Acessibilidade Literária); Lysandra Fortes do Amaral (Escritores Jovens); Gabriela Ghellere e Bebel Ritzmann (Literatura Infantil); Jeanete Soares, Barbara Fontes, Lizandra Tadaieski, Terezinha da Silvas e Franco Rovedo (Produção Cultural), entre outros.
O Sinebras inicia sua trajetória com o desafio de organizar a categoria ao nível nacional, promovendo a valorização do direito autoral e o fortalecimento das políticas públicas para o livro e a leitura no Brasil.
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