Foz do Iguaçu, PR – “Sustentabilidade” foi o tema central da palestra de encerramento do 25º Congresso Brasileiro da Magistratura, realizado no último sábado (4), no Hotel Rafain Palace, em Foz do Iguaçu (PR). O debate contou com a participação do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin; do diretor jurídico da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Delazari; e da juíza Vanessa Mateus, que atuou como mediadora do painel.

“Itaipu é motivo de orgulho nacional”, diz ministro

Por questões logísticas, Herman Benjamin participou por videoconferência, lamentando não estar presente fisicamente, mas ressaltando sua admiração pela usina. “Não é publicidade, e muito menos enganosa. Eu conheço o trabalho da Itaipu e acho que todos deveriam conhecer. É mais que um passeio: é um dever de todo cidadão brasileiro, porque é um orgulho sabermos o que temos”, afirmou o ministro.

Benjamin destacou ainda a importância de proteger as fontes de energia renovável, sobretudo a hidrelétrica. “Quanto à energia solar e à energia eólica, não temos muito o que fazer — não controlamos o sol nem os ventos. Mas, na hidreletricidade, tudo passa pelas mãos humanas. Se não cuidarmos das cabeceiras dos rios, das florestas e de tudo o que garante as bacias hidrográficas, não teremos hidrelétricas como a Itaipu.”

Segundo o ministro, a Itaipu é um exemplo de cuidado ambiental, diferentemente de outras usinas brasileiras que sofrem com a degradação das suas fontes hídricas.

Delazari: “Sustentabilidade é um direito coletivo e intergeracional”

Antes da fala de Benjamin, o diretor jurídico da Itaipu, Luiz Fernando Delazari, apresentou um panorama da situação climática e ambiental no Brasil e no mundo, lembrando o desmonte das políticas ambientais nos últimos anos. “A sustentabilidade não é um tema meramente técnico; é um direito coletivo e, sobretudo, intergeracional”, destacou.

Delazari ressaltou que, sob a liderança do presidente Lula e do diretor-geral brasileiro, Enio Verri, a Itaipu segue na contramão desse desmonte, consolidando uma política ambiental sólida. “Na nossa gestão, a sustentabilidade é política pública enraizada no território. A experiência da Itaipu materializa os compromissos do Brasil junto à comunidade internacional, especialmente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.”

O diretor apresentou ainda diversos projetos socioambientais desenvolvidos ou apoiados pela Itaipu, como:

Itaipu e a COP30: compromisso com o futuro do planeta

Delazari também mencionou o apoio da Itaipu à COP30, que acontecerá em Belém (PA), em novembro, e que deve ir além de um “encontro de diplomatas”. “A COP30 será um momento simbólico da importância da preservação do meio ambiente, e a Itaipu tem orgulho de apoiar esse evento. Itaipu é mais que energia: é a reconstrução de um modelo comprometido com o bem comum, com a vida e com o Brasil.”

Organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pela Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), com apoio da Itaipu, o 25º Congresso Brasileiro da Magistratura reuniu mais de 2 mil juízes e desembargadores, além de autoridades dos Três Poderes, entre 2 e 4 de outubro, em Foz do Iguaçu. O Paraná não recebia o evento havia 21 anos.

Segundo Delazari, apoiar iniciativas como essa faz parte do papel institucional da Binacional. “Voltamos a ser uma empresa fomentadora da produção cultural e científica no Brasil, apoiando eventos acadêmicos que ajudam o país a crescer. Este congresso incentiva a produção, a inovação e a transformação da justiça brasileira para servir melhor o povo”, concluiu.

Durante os três dias de programação, foram debatidos temas como filosofia, saúde, comunicação, política, infraestrutura, ética, inteligência artificial, direitos humanos, sustentabilidade e os rumos da Justiça brasileira.
Entre os participantes, estiveram o presidente do STF, ministro Edson Fachin, o filósofo Clóvis de Barros Filho, além de parlamentares, jornalistas e juristas de todo o país.