A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Strappo com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa envolvida no envio de cocaína para a Europa através de aeroportos brasileiros. A ação representa uma resposta às crescentes tentativas de utilização do modal aéreo para o narcotráfico transnacional.

Como parte da operação, foram executados 13 mandados de busca e apreensão nas cidades catarinenses de Palhoça, Tubarão e Biguaçu. Além disso, a PF cumpriu cinco prisões temporárias e três preventivas, indicando a amplitude da investigação e o foco na desarticulação de uma rede criminosa.

As investigações que levaram à Operação Strappo tiveram início a partir de duas prisões em flagrante realizadas no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), em 27 de abril de 2024. Naquela ocasião, os indivíduos detidos tentavam embarcar com entorpecentes em um voo cujo destino final era Lisboa, em Portugal.

A análise aprofundada dos casos permitiu à Polícia Federal identificar um esquema complexo. Este envolvia a cooptação de “mulas”, a divisão de tarefas entre os membros da organização e o financiamento logístico e operacional das atividades criminosas.

A PF informou que “identificou-se ainda o envolvimento do grupo investigado em diversos casos de prisões em flagrante ocorridos no Aeroporto Internacional de Florianópolis (SC), além da existência de uma ramificação logística da quadrilha na Europa, que realizava a distribuição da cocaína para diversos países.”

As autoridades garantiram que “as investigações continuam, com novas diligências e análise do material apreendido na operação, a fim de identificar outros possíveis integrantes desse esquema criminoso.”