Pesquisa Quaest revelou que 59% das interações nas redes sociais foram favoráveis à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou operações de busca e apreensão na casa de Jair Bolsonaro e determinou que o ex-presidente utilize tornozeleira eletrônica. A medida foi criticada por 41% dos internautas.
A Quaest monitorou mais de 1,3 milhão de citações à operação em plataformas como X (antigo Twitter), Instagram, Facebook, Reddit, Tumblr e YouTube, além de sites de notícias, feitas na sexta-feira, 18 de julho.
A conclusão do levantamento aponta que, nas redes sociais, o discurso de que Jair Bolsonaro é perseguido pelo STF representa uma posição minoritária no debate online.
Foram identificados 418 mil autores únicos que mencionaram o caso em publicações, as quais tiveram, em média, 72 mil comentários e alcançaram 113 milhões de visualizações por hora. Isso demonstra um ambiente digital altamente reativo em torno do tema.
Contexto da decisão judicial e medidas cautelares
A Polícia Federal encontrou na residência de Jair Bolsonaro cerca de US$ 14 mil (equivalente a R$ 78,2 mil) e um pendrive escondidos durante a operação. Entre as medidas cautelares impostas pelo STF, o ex-presidente foi proibido de utilizar as redes sociais.
A avaliação do STF indica que Jair Bolsonaro estaria cometendo os crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação e atentado à soberania, ao supostamente tentar evadir-se da Justiça por meio de sanções impostas por Donald Trump. Ao mesmo tempo, a Corte considera que Bolsonaro poderia estar planejando uma fuga.
A Quaest avalia que “o cenário revela um ambiente digital altamente reativo, em que decisões judiciais rapidamente se transformam em combustível para disputas e mobilização das bases”, sublinhando o impacto imediato de tais eventos na esfera pública online.