Após cinco dias de intensas buscas, o corpo do professor, Juliano Konrad, de 33 anos que desapareceu no Lago de Itaipu, na cidade de Missal, após cair de um barco, foi encontrado hoje por volta das 8h. O corpo foi localizado por pescadores a cerca de 50 metros do atracadouro da Associação Náutica de Pesca Esportiva de Missal (ANPEMI), próximo à base de operações.

Nos dias anteriores, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná utilizou embarcações equipadas com sonar para varredura da área, contando com o apoio de pescadores voluntários. Além disso, mergulhadores militares realizaram diversas descidas a profundidades de até 18 metros, cobrindo grande parte da área próxima ao Último Ponto Visto (UPV), que alcançava cerca de 1 km². Técnicas como “quadrado crescente”, “linhas paralelas” e “por setores” foram empregadas para otimizar a varredura. Embarcações de grande porte também foram usadas para gerar maior arrasto de água, na tentativa de auxiliar na flutuabilidade do corpo. A Marinha do Brasil também realizou varredura da área com o emprego de drones.

De acordo ao Corpo de Bombeiros o tempo necessário para a flutuação de um corpo afogado pode variar significativamente, podendo levar de algumas horas a vários dias. Essa variação depende de fatores como a profundidade do ambiente aquático, a temperatura da água e a porcentagem de gordura corporal da vítima. Além disso, existe a possibilidade de o corpo estar preso a obstáculos subaquáticos, uma situação comum no Lago de Itaipu.

O encontro e o apoio às autoridades

No retorno para o quinto dia de buscas, aproximadamente 86 horas após o incidente, a guarnição dos bombeiros foi informada por pescadores locais sobre a localização do corpo, a cerca de 50 metros do atracadouro.

Os bombeiros, então, auxiliaram na retirada do corpo para a terra, no isolamento do local e no acionamento das autoridades competentes, como a Polícia Civil e o Instituto Médico Legal (IML), para os procedimentos de perícia e identificação.

A família da vítima expressou gratidão aos bombeiros militares empenhados nas buscas, reconhecendo o contexto complexo da ocorrência, onde moradores, militares e familiares se apoiaram mutuamente na procura pelo desaparecido.

A vítima era um homem de 33 anos, professor da rede estadual de ensino, e também atuava como pescador e proprietário de uma oficina náutica de manutenção de motores e embarcações na cidade.

Além do Corpo de Bombeiros Militar, outros órgãos prestaram apoio à ocorrência: Marinha do Brasil, Polícia Civil, IML, SAMU e Polícia Militar.

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal