Foz do Iguaçu, PR – O Parque das Aves promove no dia 27 de fevereiro uma exposição de conscientização sobre colisões de aves com superfícies de vidro, consideradas uma das principais causas de morte de aves no mundo. A atividade é organizada pela área de Educação para Conservação e será realizada na trilha de visitação do atrativo, das 9h às 16h, com materiais desenvolvidos pelo OAMa (Observatório de Aves da Mantiqueira).
A iniciativa tem como objetivo ampliar o conhecimento do público sobre o tema e incentivar a adoção de medidas práticas para reduzir esse tipo de ocorrência, comum em áreas urbanas.
“A sensibilização é fundamental para que cada pessoa compreenda que pequenas mudanças no ambiente urbano podem salvar milhares de aves. Quando ampliamos o acesso à informação, fortalecemos a participação da sociedade na proteção da biodiversidade”, afirma a supervisora pedagógica de Educação para Conservação, Gabriela Possato.
Durante a exposição, educadores vão explicar como ocorrem as colisões de aves com vidros em ambientes urbanos e apresentar soluções acessíveis que podem ser aplicadas pela população. Entre as orientações estão tornar o vidro visível para as aves, utilizar adesivos ou criar padrões visuais nas janelas, reduzir atrativos próximos a áreas envidraçadas e registrar ocorrências junto às autoridades competentes.
Impacto das colisões de aves com vidro
De acordo com dados compilados pelo OAMa, pesquisas realizadas nos Estados Unidos e no Canadá indicam que mais de um bilhão de aves morrem anualmente em decorrência de colisões com superfícies de vidro.
No Brasil, ainda há poucas pesquisas consolidadas sobre o tema. Especialistas alertam, no entanto, que os números podem ser igualmente expressivos. Fatores como a luminosidade dos ambientes, a transparência ou reflexividade das vidraças e características comportamentais das espécies influenciam diretamente na incidência dos acidentes.
O Parque das Aves mantém um centro de conservação voltado a espécies da Mata Atlântica e atua no acolhimento de animais resgatados. O atrativo é o mais visitado do Paraná depois das Cataratas e completou 31 anos de atuação em 2025. Como instituição privada, a manutenção das atividades ocorre por meio da visitação, do consumo nos restaurantes do Complexo Gastronômico Restaurante Sabores da Floresta, Bistrô da Mata e Café da Praça e das compras na loja de souvenirs.