CURITIBA | PR – Um passo decisivo para transformar a mobilidade urbana da capital paranaense foi dado nesta segunda-feira (9), na Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A instituição, em conjunto com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), oficializou um Acordo de Cooperação Técnica para a implantação do projeto Rotas Acessíveis. O foco inicial é a qualificação de calçadas e travessias na região central, conectando pontos de alto fluxo como o Terminal do Guadalupe e o Hospital de Clínicas (HC).
A iniciativa, articulada pelo deputado estadual Goura (PDT) e pela vereadora Laís Leão (PDT), busca enfrentar o desafio histórico das calçadas curitibanas. O projeto prevê que os espaços urbanos funcionem como extensões dos corredores universitários, garantindo segurança no “direito de ir e vir” para estudantes, pacientes do HC e a população em geral.
Metodologia e Itinerário-Piloto
O acordo não se limita a intenções: ele estabelece um plano de trabalho rigoroso dividido em seis fases, que abrangem desde o levantamento de campo e diagnóstico até o projeto executivo final. Um trecho piloto será selecionado para validar a metodologia de acessibilidade, considerando a conectividade entre:
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Campi centrais da UFPR;
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Hospital de Clínicas;
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Casa da Estudante Universitária de Curitiba (CEUC);
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Restaurante Universitário (RU) Central.
Para o reitor da UFPR, professor Marcos Sunye, a acessibilidade é prioridade absoluta. “Se esse complexo tem mais de 80 anos e até agora não tem acessibilidade, precisamos entender o porquê e mudar essa realidade agora”, pontuou durante o ato de assinatura.
Representatividade e Inteligência Coletiva
O coordenador de Acessibilidade da UFPR, Wagner Bitencourt, que é deficiente visual, destacou que a mobilidade é, atualmente, o maior desafio para a cidadania plena. Sob o lema “nada sobre nós sem nós”, ele reforçou que a presença de pessoas com deficiência nos cargos de decisão é fundamental para que as soluções técnicas atendam, de fato, a quem mais precisa.
A presidente do IPPUC, Ana Jayme, classificou a cooperação como uma tradução da “inteligência coletiva”. A proposta envolve não apenas técnicos e acadêmicos, mas também bolsistas de Arquitetura e Urbanismo e movimentos sociais que historicamente lutam pela causa.
“A gente quer garantir que toda a cidade seja acessível, começando por essa conexão entre equipamentos públicos fundamentais. É o pontapé inicial para uma cidade verdadeiramente inclusiva”, afirmou o deputado Goura
Fases do Projeto Rotas Acessíveis
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Definições preliminares: Alinhamento de escopo entre as instituições.
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Levantamento de campo: Identificação física de barreiras e obstáculos.
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Diagnóstico e diretrizes: Análise técnica dos problemas de mobilidade.
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Estudo preliminar: Primeiras propostas de intervenção.
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Projeto básico: Detalhamento técnico das soluções.
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Projeto executivo: Documentação final para licitação e execução das obras.
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