BRASÍLIA | DF – Os trabalhadores inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) apresentaram maior fixação nas oportunidades de emprego formal no primeiro mês de 2026. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que esse público alcançou um saldo positivo de 112.480 postos com carteira assinada, resultado de 790.581 admissões frente a 678.101 desligamentos. O desempenho contrasta com o saldo geral do mercado, que fechou o mês com um déficit de 146 postos de trabalho entre a população não inscrita.
O levantamento, realizado pela Secretaria de Inclusão Socioeconômica do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (Sisec/MDS), aponta que a baixa taxa de rotatividade (turnover) entre os inscritos no CadÚnico tem sido um diferencial para as empresas. O fenômeno também é observado entre os beneficiários do Bolsa Família, que responderam por um saldo de 85.596 empregos, representando 76% do saldo total do público do Cadastro Único.
Paraná se destaca na geração de vagas
A concentração de contratações do público CadÚnico em janeiro ficou em cinco estados, que juntos somaram 58% das admissões: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No saldo geral de empregos do país, o Paraná manteve-se no topo do ranking nacional, ocupando a quarta posição com 18.306 novos postos, atrás apenas de Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Em termos setoriais, o setor de Serviços foi o principal empregador para este perfil, com saldo de 49,67 mil postos, seguido pela Indústria (31,61 mil) e Construção Civil (21,34 mil). Especialistas indicam que a predominância de Serviços reflete uma maior abertura para capacitação e qualificação específica deste público dentro do setor.
Perfil dos contratados e escolaridade
O mercado de trabalho em 2026 mantém a preferência por trabalhadores com ensino médio completo, que representam 61% do saldo de contratações do CadÚnico. Na divisão por faixa etária, embora os jovens de 18 a 24 anos liderem as novas vagas (44,4%), observa-se uma inclusão significativa de trabalhadores experientes. O público do Cadastro Único manteve saldos positivos em faixas acima dos 30, 40 e 50 anos, demonstrando que a inserção produtiva está alcançando diferentes gerações.
“As admissões do público do Cadastro Único são importantes para a redução da variável turnover nas empresas. Os dados demonstram que as pessoas que não são do Cadastro Único se desligaram mais dos postos formais de trabalho no início deste ano.”
A tendência de crescimento e permanência desse público no mercado formal vem sendo consolidada desde o período de 2023 a 2025, quando o saldo acumulado de inscritos no CadÚnico (4,8 milhões) superou o saldo geral da economia brasileira (4,4 milhões), reforçando o papel das políticas de assistência como ponte para o emprego estável.
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