O Paraná saiu oficialmente do estado de alerta decretado em junho para os casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). A decisão foi anunciada nesta semana pelo secretário estadual da Saúde, Beto Preto, após análise de dados que mostraram queda significativa na circulação dos vírus e nos índices de internação.

O alerta havia sido instituído pela Resolução nº 1.014/2025 da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e durou 90 dias. Nesse período, o Estado adotou uma série de medidas para conter o avanço das doenças, como a antecipação da campanha de vacinação contra a gripe, a ampliação da rede hospitalar e a distribuição de testes rápidos.

O Paraná foi o único Estado do Sul e Sudeste que não entrou em emergência em saúde pública. Tivemos momentos tensos, mas a estratégia deu certo graças ao apoio dos municípios”, afirmou Beto Preto.

Ações emergenciais

Entre as medidas, destaca-se a abertura de 204 leitos exclusivos para SRAGs, sendo 132 ainda integrados à rede estadual, além da aquisição de 100 mil testes rápidos do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) para detecção de influenza A, B e Covid-19.

A vacinação começou em 1º de abril, antes do calendário nacional, e resultou em 3,64 milhões de doses aplicadas contra a Influenza. A cobertura vacinal chegou a 54,35% dentro dos grupos prioritários (crianças, gestantes e idosos). Após a ampliação para o público, o Estado inicia agora uma nova fase, voltada novamente apenas aos grupos de risco, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Redução dos casos

Os números indicam queda expressiva nos casos e mortes em todo o Paraná:

Em todo o ano epidemiológico de 2025 foram 22.866 casos notificados de SRAG e 1.436 mortes. Entre as causas confirmadas:

As internações também diminuíram: de 6.395 em junho para 3.988 em agosto.

Próximos passos

O Ministério da Saúde deve enviar ao Paraná 100 mil novas doses da vacina contra a gripe, destinadas exclusivamente aos grupos prioritários. Para o secretário Beto Preto, o desafio permanece:
Na saúde não tem vitória completa. É um trabalho diário, com atenção redobrada aos grupos mais vulneráveis”, destacou.