Curitiba–PR – O Governo do Estado do Paraná abriu uma nova consulta pública para receber sugestões e contribuições da sociedade sobre o Programa de Segurança Hídrica (PSH). A iniciativa, conduzida pela Secretaria do Planejamento (SEPL) em parceria com outras pastas estaduais, tem como foco a versão preliminar do Plano de Engajamento das Partes Interessadas (Pepi), um dos documentos estruturantes do programa.

A população pode acessar o material e responder ao questionário diretamente no site oficial do PSH. A consulta fica aberta até março de 2026. Segundo o Estado, todas as sugestões serão analisadas e poderão ser incorporadas ao documento sempre que pertinentes. As manifestações também serão respondidas e servirão de base para revisão do PSH pela Unidade de Gerenciamento do Programa, em conjunto com o Banco Mundial (Bird) e com a participação dos órgãos executores.

Para o secretário do Planejamento, Ulisses Maia, a participação da sociedade é um elemento central para fortalecer o programa.
A participação popular dá mais credibilidade e fortalece a transparência na atividade do Estado. Essa ação é mais um passo para transformar a vida da população paranaense, inclusive na garantia da água para todos”, afirmou.

Quatro eixos estruturantes do Programa de Segurança Hídrica

O PSH foi concebido com quatro componentes principais, que reúnem ações integradas para garantir resultados sustentáveis:

  1. Fortalecimento da gestão de recursos hídricos;

  2. Fortalecimento da segurança hídrica na agropecuária e redução de riscos associados;

  3. Redução dos riscos à segurança hídrica para universalização do abastecimento de água e saneamento;

  4. Apoio à gestão do projeto.

O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, reforça que escutar a realidade de quem vive no campo e nas cidades é fundamental para aprimorar as ações.
A consulta pública garante que o Programa seja construído junto com quem vive a realidade no campo e nas cidades. Políticas realmente sustentáveis são aquelas feitas com escuta e participação”, disse.
Para ele, o diálogo fortalece o programa e ajuda a transformar a gestão da água em ações que fazem diferença no dia a dia das pessoas e dos produtores.

Pepi: documento orientado por normas internacionais

O Plano de Engajamento das Partes Interessadas (Pepi) atende aos requisitos da Norma Ambiental e Social 10 do Quadro Ambiental e Social do Banco Mundial, que orienta o envolvimento amplo, transparente e contínuo de todos os grupos afetados por programas de desenvolvimento.

A coordenadora do PSH na SEPL, Jaqueline Dornelles, destaca a importância desse processo.
A participação da população é essencial para que o Programa reflita as reais necessidades das comunidades. Quanto mais pessoas contribuírem, mais robusto e efetivo será o PSH”, afirmou.

O documento mapeia tanto os grupos beneficiados quanto aqueles que podem ser impactados pelas ações — positiva ou negativamente —, como:

A lista completa está disponível no site do Programa.

Participação institucional

Seis entidades estaduais executam o PSH: SEPL, Seab, IDR-PR, Adapar, Instituto Água e Terra (IAT) e Sanepar. As secretarias das Cidades (Secid) e do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) também participam de políticas relacionadas.

Investimentos e resultados esperados

O PSH é um programa multissetorial de US$ 263 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão), dos quais:

A iniciativa busca promover a segurança hídrica no contexto das mudanças climáticas, ampliar a disponibilidade de água — inclusive para a expansão agrícola — e garantir o uso adequado e regularizado dos recursos hídricos. Entre os resultados esperados estão o aumento das áreas com manejo sustentável de solo e água e o fortalecimento da gestão hídrica no Paraná.