Genebra (Suíça) – Enquanto grandes explosões e acidentes industriais ganham as manchetes do mundo, uma tragédia muito maior e silenciosa ocorre diariamente dentro das fábricas e campos. Segundo Baskut Tuncak, relator especial da ONU para direitos humanos e substâncias perigosas, cerca de 2 milhões de pessoas morrem anualmente devido a doenças ocupacionais.

A declaração, baseada em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), acende um alerta sobre a falta de proteção aos trabalhadores que manuseiam ou convivem com químicos perigosos sem o devido isolamento ou equipamento de segurança.

A “Epidemia Invisível”

Diferente de um acidente de trabalho imediato, o impacto das substâncias tóxicas pode levar anos para se manifestar. O relator destaca que o contato contínuo com esses resíduos resulta em uma série de condições graves:

Prevenção como Direito Humano

Para a ONU, a recorrência desses casos em diversos países mostra que a prevenção não está sendo tratada como prioridade. “A prevenção e a precaução precisam ser o centro dos esforços. Infelizmente, o número de mortes conta outra história”, afirmou Tuncak.

O especialista relatou que, em muitas de suas missões oficiais, encontrou trabalhadores doentes que raramente recebem tratamento eficaz ou qualquer tipo de compensação das empresas responsáveis. Ele enfatiza que o consumidor final, muitas vezes, não tem consciência de que o produto que utiliza pode ter custado a saúde ou a vida de quem o produziu.

O Desafio para as Empresas

O apelo da ONU é para que Estados e empresas aumentem seus esforços para:

  1. Substituir substâncias perigosas por alternativas mais seguras sempre que possível.

  2. Monitorar rigorosamente a saúde dos colaboradores expostos.

  3. Transparência total sobre os riscos químicos presentes no ambiente laboral.

 

Japão já tem mais pontos de recarga elétrica do que postos de gasolina