*Por Ignacio Ramonet Míguez – Opinião
Depois do ataque contra a Venezuela e do sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, Donald Trump e seu assessor de segurança nacional, Stephen Miller, redefiniram a doutrina dos Estados Unidos em matéria de política externa: imperialismo brutal.
Em uma entrevista recente ao New York Times, Donald Trump afirmou que não se sente limitado por nenhuma lei, norma, controle ou sistema de freios e contrapesos internacionais.
“Não preciso do direito internacional”, declarou.
Trump desprezou as normas da ordem mundial estabelecida após a Segunda Guerra Mundial — que os próprios Estados Unidos ajudaram a criar — e as classificou como um “fardo desnecessário”. “A força nacional”, enfatizou, “e não os tratados, deve ser o fator decisivo na geopolítica”.
Stephen Miller, assessor de segurança nacional da Casa Branca, declarou em uma entrevista recente à CNN: “O mundo real é regido pelas ‘leis de ferro’ da força e do poder, mais do que por protocolos internacionais. Vivemos em um mundo em que você pode falar o quanto quiser sobre sutilezas internacionais e tudo o mais, mas vivemos em um mundo — o mundo real — regido pela potência, regido pela força, regido pelo poderio. Essas são as leis de ferro do mundo desde o início dos tempos”.
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