O influenciador digital e humorista gaúcho, Dilson Alves da Silva Neto, mais conhecido como Nego Di, teve mais um pedido de soltura negado pela Justiça. Desde 14 de julho, ele está detido na Penitenciária Estadual de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, enfrentando sérias acusações, incluindo estelionato, venda de rifas ilegais, lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos.

A principal denúncia do Ministério Público envolve fraudes em comércio eletrônico, onde Nego Di teria vendido quase 400 celulares e outros eletrônicos por meio de um site, sem entregar os produtos, resultando em prejuízos estimados em R$ 5 milhões entre março e julho de 2022. Sua companheira também é investigada e chegou a ser presa, mas foi liberada dias depois.

Procedimentos Judiciais

A defesa de Nego Di já havia apresentado dois pedidos anteriores de habeas corpus, solicitando a substituição da prisão preventiva por medidas alternativas, como reclusão domiciliar e monitoramento eletrônico, todos negados. Na última sexta-feira (18), ele e seu sócio, Anderson Bonetti, também preso, participaram de uma audiência de instrução, onde foram apresentados provas e argumentos, incluindo depoimentos de réus, vítimas e testemunhas.

Após a audiência, foi estabelecido um prazo de cinco dias úteis para novas diligências e coleta de documentos, antes que o processo avance para a fase de alegações finais, que determinará as sentenças a serem cumpridas.

Histórico e Consequências

Nego Di, que ganhou notoriedade nacional ao participar do reality show Big Brother Brasil, teve sua prisão preventiva decretada em 12 de julho pela juíza Patrícia Tonet, e desde então enfrenta diversas complicações legais. Em agosto, ele foi condenado a indenizar a deputada estadual Luciana Genro em R$ 10 mil por danos morais, além de ser considerado culpado por difamação e injúria, recebendo uma pena de um ano e um mês em regime aberto, com serviços à comunidade.

A deputada alegou que ele a ofendeu em um vídeo, onde a chamou de “velha” e “maconheira”. Nego Di, por sua vez, afirmou que suas declarações faziam parte do seu estilo de “humor ácido”.

Investigação em Andamento

Além de suas atividades nas redes sociais, Nego Di tentou aumentar sua visibilidade durante as enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul em maio, alegando ter doado R$ 1 milhão para as vítimas. No entanto, uma investigação do Ministério Público revelou que ele realizou apenas um PIX de R$ 100. Ele também foi crítico das autoridades durante a calamidade, direcionando ataques a outras celebridades, como Xuxa Meneghel.

A situação de Nego Di continua a se desenvolver, e o desfecho de seu caso segue em aberto enquanto aguarda o andamento dos processos judiciais.