Por Organização Protection International
A mudança climática é uma realidade global, as mulheres indígenas de La Primavera, no departamento de Vichada, na Colômbia, não estão fora de ser atingidas pelas consequências globais. A mudança climática está afetando negativamente sua forma de vida, a relação com seus corpos, seu território e suas práticas culturais e ancestrais.
Para o crescimento da sua resiliência, tem tido que criar estratégias de adaptação e mitigação de danos, para resistir e reexistir nos seus territórios e continuar com a tarefa de proteger e defender a vida, a natureza, e sua própria sobrevivência como povos indígenas. Esses novos caminhos percorridos pelas mulheres dos povos indígenas Sikuani, Kuiba e Piapoco tem que ser reconhecidos e apoiados por políticas públicas com foco de gênero, etnico e cultural, que possam garantir seus direitos individuais e coletivos.
Voz de mulher indigena
Uriana Remédios, uma das participantes deste estudo, falou que “É preciso de muitas mulheres e meninas indígenas com capacidade de agência, de influenciar nos planos de vida de suas comunidades, e nas políticas públicas do Estado colombiano, para construir uma narrativa própria, transformadora, reparadora, sem discriminacao de gênero, etnia, condição social. É fundamental incentivar a participação política de mulheres e meninas nas ações e medidas que tem por objetivo reduzir a vulnerabilidade, de acordo com os usos e costumes dos povos aos quais pertencem”
Recomendações
Dentre as recomendações que trouxe o estudo e trabalho de mulheres indígenas, nos pode ressaltar o chamado à institucionalidade pública do departamento e do município, lhe recomendam um seguimento e avaliação adequada das suas metas e indicadores propostos para o período de governo (2020-2023); garantir o direito a defesa dos direitos humanos, a proteção e a vida de todas as mulheres que decidam agir em defesa de seus direitos étnicos, territoriais e ambientais.
Incorporar o enfoque de gênero e etnico nas políticas, planos e programas de desenvolvimento local e regional, e nas políticas ambientais. Garantir a consulta prévia, livre e informada, com ampla participação das mulheres indígenas. Fazer realidade a contratação paritária de mulheres e homens indígenas, reconhecendo seus conhecimentos tradicionais, em especial os Sikuani e Kuiba, protegidos pelo artigo 004, a implementação dos seus planos de Salvaguarda e Planos de Vida, entre outros.
“A terra tem vida e se cansa, agora está doente e esgotada” Disse uma mulher indigena do Putumayo.
Voz La Verdad del Pueblo
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