Ozzy Osbourne, um dos maiores nomes do rock e do heavy metal, faleceu aos 76 anos. A causa da morte não foi divulgada. O artista havia se despedido oficialmente dos palcos no festival beneficente “Back to the Beginning”, que também marcou a última apresentação do Black Sabbath em sua formação clássica.
Ozzy deixa filhos — Aimee, Kelly, Jack, Louis, Jessica e Elliot — e a esposa, Sharon. Desde 2018, enfrentava uma série de problemas de saúde, incluindo infecções que o levaram a adiar shows. Em 2019, foi internado na UTI por bronquite e, posteriormente, por pneumonia. Em uma entrevista ao programa “Good Morning America”, da ABC, Ozzy revelou que foi diagnosticado com Parkinson.
O show de despedida ocorreu no Villa Park, estádio do Aston Villa, clube de futebol que Ozzy apoiava. O evento também reuniu os membros originais do Black Sabbath: Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward.
Nascido John Michael Osbourne em 3 de dezembro de 1948, em Marston Green, Reino Unido, Ozzy começou sua jornada musical aos 20 anos, integrando a banda The Polka Tulk Blues Band, que se tornaria o Black Sabbath. Com influências de bandas como Cream e Blue Cheer, o grupo adotou o nome Black Sabbath em 1969, inspirado em uma história de Dennis Wheatley.
Com a banda, Ozzy gravou nove álbuns de estúdio, incluindo clássicos como “Paranoid” (1970) e “Master of Reality” (1971), que ajudaram a estabelecer as bases do heavy metal. Após “Never Say Die!” (1978), deixou o grupo.
Após sua saída do Black Sabbath, Ozzy seguiu uma carreira solo bem-sucedida. Seu primeiro álbum, “Blizzard of Ozz” (1980), com o guitarrista Randy Rhoads, vendeu 500 mil cópias em menos de 100 dias, gerando sucessos como “Crazy Train” e “Mr. Crowley”.
Entretanto, sua trajetória foi marcada por episódios polêmicos, como o incidente em que mordeu a cabeça de um morcego, acreditando ser uma peça cenográfica, o que exigiu várias vacinas antirrábicas.
Um trágico acidente em 19 de março de 1982, quando o motorista do ônibus da banda convidou Rhoads e a maquiadora Rachel Youngblood para um voo, resultou na morte de todos a bordo. Ozzy ficou em profunda depressão após a perda de Rhoads, seu amigo e colega. Em homenagem, lançou o álbum ao vivo “Tribute to Randy Rhoads” (1987).
Em 1992, Ozzy tocou com os membros originais em um show na Califórnia. Após um diagnóstico equivocado de esclerose múltipla, que o levou a anunciar uma breve aposentadoria, retornou à carreira solo em 1995 e se reuniu com o Black Sabbath em 1997.
Um último retorno foi anunciado em 2011, resultando em um novo álbum e uma turnê mundial, que se encerrou em 2017. Ozzy retomou a carreira solo, lançando álbuns como “Ordinary Man” (2020) e “Patient Number 9” (2022). Apesar do diagnóstico de Parkinson em 2020 e da dificuldade de locomoção, sua resiliência foi notável. “Apesar de todas as minhas reclamações, ainda estou vivo… vejo pessoas que não fizeram nem metade do que eu e não chegaram até aqui”, afirmou Ozzy. A despedida definitiva dos palcos ocorreu em 5 de julho de 2025, no festival “Back to the Beginning”.