No último sábado, cerca de 150 pessoas se reuniram no último sábado, na Quadra do Xororó, para debater o início das vendas das casas da Vila A e os valores oferecidos aos permissionários da Unioeste, a primeira instituição convocada a negociar com a Itaipu.
O encontro foi marcado por relatos comoventes de moradores, alguns com mais de 40 anos vividos na Vila A, que desabafaram sobre a dificuldade em adquirir suas casas sob os critérios estabelecidos pela Itaipu. A principal preocupação reside na discrepância entre os valores das casas ofertadas, cujo metro quadrado supera inclusive o valor oferecido em leilões anteriores realizados pela binacional.
Essa discrepância gerou grande frustração entre os permissionários, pois o discurso oficial da Itaipu enfatiza que os valores são atrativos e bem abaixo do valor de mercado para os residentes das casas. No entanto, os moradores contestam essa afirmação.
Além disso, os moradores reivindicam maior transparência em relação aos critérios utilizados para avaliação das casas, bem como clareza no cálculo do valor do desconto, que na prática apresenta pouca diferença em relação aos valores ofertados em leilão.
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Diante desse cenário, a AMIVA (Associação dos Moradores da Vila A) está tomando medidas conjuntas com os moradores e a Unioeste para buscar soluções. Entre as ações, destaca-se a busca por uma ampliação do prazo de negociação e um melhor entendimento do processo proposto pela Itaipu Binacional.
Pontos importantes:
- Moradores da Vila A expressam preocupação com os valores das casas ofertadas pela Itaipu.
- Há discrepância entre os valores propostos e os valores de mercado.
- Moradores reivindicam transparência nos critérios de avaliação e cálculo do desconto.
- AMIVA e moradores buscam soluções em conjunto com a Unioeste.
- A luta pela Vila A continua em busca de um futuro digno para as famílias.
Para mais informações:
- AMIVA (Associação dos Moradores da Vila A)
- Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná)
- Itaipu Binacional
Nota de explicação da Itaipu sobre venda das casas da Vila A
A Itaipu Binacional está aberta a explicar esse processo, que é o mais transparente possível.
É importante que todos saibam que não é a Itaipu que avalia os imóveis para a venda. Bem como o objetivo da operação não é o lucro, mas investimento social. Porém, sendo as casas um bem público, só pode haver venda se houver avaliação por terceiro credenciando, seguindo a NBR 14653-2: Imóveis urbanos.
A empresa não controla a valorização ou desvalorização das casas. E nem pode pressionar perito a avaliar acima ou abaixo do valor de mercado. Atendendo os pedidos das entidades que administram os imóveis (Unioeste, por exemplo), a Itaipu foi até onde a lei permitiu. Ou seja, entre valores máximo, médio e mínimo das avaliações feitas pelos profissionais, a Itaipu está aplicando o mínimo, sobre o qual há ainda uma redução por liquidação forçada; para quem não tem outro imóvel em Foz (pois o objeto do programa é garantir a moradia), há ainda mais um desconto de 25% sobre esse “super mínimo”.
E não bastasse, a avaliação parte da planta original, considerando a casa originária, ou seja, basicamente o terreno, sem benfeitorias, reformas etc., em benefício aos moradores.
A Itaipu fez tudo que estava ao seu alcance legal para dar as melhores condições possíveis, incluindo composição de renda entre familiares para possibilitar melhores financiamentos.
E mais uma coisa: a decisão da administração anterior era de levar a leilão todas as casas, incluindo as ocupadas. Foi a atual gestão da Itaipu, alinhada com o Governo Federal, que por consideração e respeito optou pela oferta direta aos moradores. Em leilão o valor das casas poderia ser ainda maior.
É fundamental deixar claro que, se não seguir as regras legais, Itaipu está sujeita a ser responsabilizada.