Brasília–DF – A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou a queda de 50% do desmatamento na Amazônia entre 2022 e 2025, calculada com base nos dados do Prodes, sistema oficial de monitoramento por satélites de alta resolução administrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A expectativa do governo, a partir do histórico observado ao longo de três anos da gestão Lula, é que o desmatamento no Brasil atinja o menor número desde 1988, quando a série histórica foi iniciada.
“O desmatamento caiu e o agronegócio continua crescendo, abrimos 500 novos mercados para a agricultura brasileira, fechamos o acordo com da União Europeia com o Mercosul numa demonstração de que políticas públicas consistentes, bem desenhadas e implementadas, feitas de forma republicana, com o compromisso que tem o presidente Lula, dão bons resultados”, disse Marina em entrevista coletiva.
Marina afirmou que os resultados decorrem de políticas públicas apoiadas em dados e evidências técnicas, com reforço de orçamento e ações em campo.
“A política pública que fazemos tem base em dados e evidência, trazidos pelo Inpe com a gestão do tempo e a determinação política do presidente Lula de aumentar orçamentos”, destacou a ministra.
A ministra também declarou que o Brasil tem histórico de protagonismo na agenda de combate ao desmatamento.
“O Brasil é um país pioneiro no enfrentamento ao desmatamento”, afirmou.
Fiscalização e monitoramento
A queda do desmatamento, segundo o governo, ocorreu por meio do monitoramento e da fiscalização. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) realizou 59% mais ações de fiscalização em 2025 do que em 2022, enquanto o ICMBio aumentou em 24% suas ações no mesmo período.
No governo anterior, Jair Bolsonaro contestou publicamente dados do Inpe e negava aumento do desmatamento. O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles é réu por contrabando florestal.
Alertas do Deter e recuo na degradação
A redução também é observada nos alertas em tempo real do sistema Deter, igualmente do Inpe. Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, os alertas de supressão vegetal na Amazônia Legal somaram 1.324 km², enquanto no mesmo período dos anos anteriores os alertas foram sobre 2.050 km², indicando queda de 35%. No Cerrado, a queda em um ano foi de 5,9%.
Já os indicadores de degradação florestal caíram de 44.555 km², entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, para 2.923 km² no mesmo período entre 2025 e 2026, o que representa redução de 93%.
A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, afirmou que os dados reforçam o papel da ciência nas respostas à crise climática.
“Os números do sistema Deter reafirmam que a ciência é estratégica no enfrentamento à crise climática”, disse a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos.
“A queda de 35% no desmatamento e o recuo histórico de 93% na degradação da Amazônia, somados à tendência de queda no Cerrado, são resultados diretos de um governo que voltou a ouvir seus pesquisadores”, comentou.
“Toda a nossa cadeia de infraestrutura tecnológica nos dá a precisão necessária para subsidiar as políticas públicas de forma assertiva, provando que não há preservação sem investimento em conhecimento. Estamos mostrando ao mundo que o Brasil não apenas monitora seus biomas, mas utiliza a ciência como ferramenta de cuidado e soberania”, completou.
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