FOZ DO IGUAÇU | PR – O Marco das Três Fronteiras, ponto exato onde Brasil, Argentina e Paraguai se encontram, completa uma década de uma transformação que une preservação histórica e eficiência econômica. Desde 2015, o modelo de concessão firmado entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu e o Grupo Cataratas transformou o obelisco inaugurado em 1903 em um complexo turístico de padrão internacional. O espaço já movimentou R$ 483 milhões e projeta um impacto bilionário para a economia iguaçuense até 2030.
Muito além dos números, o Marco se consolidou como o ambiente ideal para o lazer familiar e o descanso pós-expediente. O local oferece uma imersão cultural única, com apresentações que celebram as tradições dos três países. Em janeiro de 2026, o atrativo bateu seu recorde histórico para o mês, com 72 mil visitantes, reafirmando a força do destino no cenário global.
Gastronomia e história: o legado de Cabeza de Vaca
Um dos pilares da experiência no Marco é sua proposta gastronômica diversificada. O restaurante local, cuja decoração homenageia o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca — que em 1542 descobriu acidentalmente as Cataratas do Iguaçu enquanto descia o rio em direção a Assunção —, reflete a mistura de sabores da fronteira. Com porções, drinks e cervejas, o ambiente convida o turista a apreciar o pôr do sol sobre o encontro dos rios Iguaçu e Paraná, momento considerado um dos espetáculos naturais mais bonitos da região.
Essa qualificação da experiência do visitante foi o que permitiu o salto de 120 mil para 500 mil turistas anuais. Segundo o prefeito General Silva e Luna, o planejamento de longo prazo garante que esse crescimento seja sustentável, modernizando a infraestrutura sem perder a essência da soberania e história nacional.
“O Marco das Três Fronteiras deixou de ser apenas um ponto simbólico para se tornar um atrativo forte, gerando emprego, renda e retorno direto ao município. É um modelo que fortalece o destino tanto na oferta turística quanto na valorização social”, afirma o secretário de Turismo, Jin Petrycoski.
Impacto socioeconômico e futuro
A concessão trouxe benefícios diretos ao bairro Porto Meira, com a requalificação de vias e o crescimento imobiliário. O empreendimento mantém gastos anuais de R$ 15 milhões com fornecedores, dos quais 65% são empresas de Foz do Iguaçu. Além disso, a diretora de operações, Jurema Fernandes, destaca que a priorização da contratação local garante remunerações 34% superiores à média nacional para o setor.
Para 2026, o foco está na conclusão da revitalização do “Espaço das Américas” e na implantação de novos acessos por rampas e elevadores, visando acessibilidade plena. Com repasses que já ultrapassam R$ 5 milhões e uma outorga prevista de R$ 4 milhões para 2030, o Marco das Três Fronteiras segue como o principal exemplo de como a união entre o poder público e a iniciativa privada pode elevar o patamar do turismo na fronteira.
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