Santa Cruz, RJ – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta sexta-feira, 6 de março, a Comunidade do Aço, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, para acompanhar a entrega de 64 apartamentos do programa Morar Carioca do Aço. Com a nova etapa, o conjunto habitacional passa a atender 400 moradores.
Durante encontro com famílias beneficiadas, o presidente destacou o significado da moradia para famílias em situação de vulnerabilidade.
“Minha visita aqui hoje é simplesmente para constatar a realização do sonho dessas pessoas”, afirmou Lula.
O presidente também visitou o apartamento de uma das famílias contempladas pelo programa, que ele havia conhecido em junho de 2024, quando ocorreu a entrega das primeiras chaves e escrituras das unidades habitacionais.
Ao comentar o impacto social da moradia, Lula ressaltou as condições enfrentadas por muitas famílias antes do acesso à casa própria.
“Quem já nasceu em condições, numa casa com chuveiro, com água, comida, não tem noção do significado de uma casa para uma pessoa, não tem noção”, declarou.
Programas federais e investimentos em habitação
Parte das famílias beneficiadas também recebe o Bolsa Família, programa federal voltado à promoção da segurança de renda e à redução da pobreza. Na área habitacional, desde 2023 o programa Minha Casa, Minha Vida contratou a construção de quase 35 mil casas e apartamentos apenas no município do Rio de Janeiro, com investimentos de R$ 5,6 bilhões.
Em todo o estado do Rio de Janeiro, o número ultrapassa 88 mil moradias contratadas, com investimentos de R$ 13,5 bilhões.
Durante a visita, Lula destacou a ampliação da meta nacional do programa habitacional.
“Nós tínhamos prometido fazer 2 milhões de casas. Pois vamos chegar a 3 milhões de casas esse ano, batendo o recorde de contratação. Sessenta por cento da construção civil de um estado como São Paulo depende muito do Minha Casa, Minha Vida”, disse.
Parceria entre prefeitura e governo federal
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ressaltou a parceria entre a prefeitura e o Governo Federal para viabilizar o projeto habitacional na Comunidade do Aço.
“Numa parceria da prefeitura com o Governo Federal, logo que o presidente Lula entrou, a gente já tinha o projeto. Pedi o financiamento, o governo liberou e aqui estamos construindo 800 apartamentos. Além desses apartamentos, estamos reformando todo o entorno da comunidade”, afirmou Paes.
O programa Morar Carioca do Aço prevê a construção de unidades com cerca de 50 metros quadrados, com sala, dois quartos, cozinha, banheiro, varanda e área de serviço, além de acessibilidade para pessoas com deficiência.
Nesta etapa, moradores que irão ocupar unidades nos blocos de 1 a 4 da Quadra O participaram de um registro institucional que marca a conclusão da fase de habilitação no programa. O processo segue agora para vistoria dos imóveis, assinatura do documento de posse e entrega das chaves. Atualmente, 336 famílias já vivem no conjunto habitacional.
Urbanização e infraestrutura na Comunidade do Aço
Além da construção das moradias, o projeto prevê a requalificação de 195 mil metros quadrados de área pública, com intervenções em mobilidade urbana, saneamento básico e espaços de convivência.
Até o momento, foram executados 13,2 mil metros quadrados de pavimentação. Na infraestrutura subterrânea, o projeto implantou 5,7 mil metros de rede de drenagem, 5,1 mil metros de rede de esgoto e 4,7 mil metros de rede de abastecimento de água.
Em setembro de 2025, a comunidade recebeu uma nova praça equipada com skate park, ciclovia, duas quadras poliesportivas, parque infantil, bicicletários, área para piqueniques, Academia da Terceira Idade (ATI) e equipamentos de ginástica. O espaço foi arborizado com 200 árvores e mais de 4,8 mil metros quadrados de grama.
O projeto Morar Carioca prevê melhorias urbanas em 22 comunidades classificadas como Áreas de Especial Interesse Social (AEIS) na cidade do Rio de Janeiro.
Origem da Comunidade do Aço
A Comunidade do Aço recebeu esse nome há mais de 50 anos, quando famílias desabrigadas pelas chuvas foram instaladas provisoriamente em estruturas improvisadas. As casas, construídas muito próximas umas das outras, ficaram conhecidas como “vagões”.
Com o passar do tempo, o assentamento provisório se consolidou e novas famílias chegaram à região, que passou a ser conhecida como Comunidade do Aço.
Agenda inclui educação superior
Ainda na agenda no Rio de Janeiro, Lula visitou a Escola Técnica Roberto Rocca, também em Santa Cruz. No local, assinou a autorização de habilitação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Faculdade IDOR de Ciências Médicas para solicitar autorização para ofertar curso de graduação em medicina.
A habilitação permite que instituições de ensino superior já credenciadas solicitem a autorização do curso e utilizem unidades hospitalares reconhecidas pelo Ministério da Saúde como hospitais de ensino.
O ministro da Educação, Camilo Santana, explicou que a medida faz parte de um edital voltado a instituições com hospitais de alta complexidade.
“O presidente Lula lançou um edital para que hospitais de alto nível de excelência pudessem ofertar curso de medicina. Então, as instituições habilitadas são aquelas que têm hospitais de alta complexidade no Brasil. Estamos aqui com a Rede D’Or e com a PUC-Rio, que era a única PUC que não tinha curso de medicina. Essa assinatura garante que essas redes se transformem em instituições de ensino, o primeiro passo para que, no prazo mais rápido possível, sejam autorizados os novos cursos de medicina”, afirmou o ministro.
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