Durante um discurso sobre a importância de aumentar os investimentos em educação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade de que a classe média retorne às escolas públicas. Lula criticou economistas que impõem barreiras à construção de escolas e institutos federais, destacando que a qualidade do ensino deve ser melhorada para atrair essa camada da população.

“Esse País só vai dar certo o dia que a classe média voltar para a escola pública. E só vai voltar para a escola pública quando ela melhorar. Grandes intelectuais brasileiros, como Marilena Chauí, Florestan Fernandes e Paulo Freire, estudaram em escolas públicas em um tempo em que poucas pessoas tinham acesso à educação. Para que todos possam estudar, precisamos de mais recursos”, afirmou Lula durante a entrega do Prêmio Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização.

O presidente também criticou quem se opõe ao piso salarial de R$ 4.800 para professores. “Tem gente que acha que é muito dinheiro para um professor ganhar isso”, destacou.

Lula garantiu que, enquanto estiver no cargo, não faltará financiamento para a educação. “Sempre que tentamos implementar algo novo, alguém diz que não há dinheiro. Isso acontece em sindicatos, associações e clubes esportivos. Enquanto eu for presidente, não faltará recurso para recuperar a educação deste país, pois isso é fundamental para a vida e um investimento no futuro do Brasil”, ressaltou.

Além disso, Lula criticou ex-governantes que, segundo ele, defendiam uma gestão voltada apenas para 35% da população. Ele ironizou a ideia de que, se governasse para uma parcela menor da população, o país não enfrentaria problemas orçamentários. “Se governássemos apenas para 35% da população, não teríamos problemas fiscais. Isso é uma visão naturalizada por muitos governantes no passado, que aceitavam desistências massivas no ensino médio”, concluiu.