Fortaleza, CE – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, nesta quarta-feira (1º), um balanço das ações do Governo do Brasil na área da saúde desde 2023 e afirmou que o programa Agora Tem Especialistas, lançado em maio de 2025, representa uma mudança estrutural no atendimento público. A declaração foi feita durante entrevista à TV Cidade do Ceará, em Fortaleza.
“O Agora Tem Especialistas é a grande revolução. É garantir à pessoa que ela tenha a segunda consulta e, depois da segunda consulta, que ela tenha a máquina para realização de exames”, afirmou o presidente.
O programa tem como objetivo principal reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS), integrando ações da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) para ampliar a oferta de consultas e exames.
Segundo o governo federal, o período entre 2023 e 2025 registrou crescimento nos principais indicadores do setor. O país alcançou recorde de 14,5 milhões de cirurgias eletivas em 2025, aumento de 41,3% em relação a 2022, quando foram realizados 10,3 milhões de procedimentos. O programa Farmácia Popular também registrou expansão, com 27,3 milhões de beneficiados, 31% a mais que os 20,7 milhões atendidos em 2022.
Os investimentos federais em saúde somaram R$ 31,2 bilhões, incluindo a entrega de 19.675 equipamentos, aquisição de 6.830 veículos entre eles ambulâncias do SAMU e a execução de 4.097 obras na área. No âmbito do Novo PAC, foram destinados R$ 25 bilhões para infraestrutura, resultando em 3.201 obras entre 2023 e 2025, número 14 vezes superior ao registrado entre 2019 e 2021.
Ao comentar o desempenho do SUS, o presidente afirmou estar satisfeito com a evolução do sistema.
“Estou muito feliz com o trabalho do Ministério da Saúde, estou muito feliz com o SUS. O Brasil está dando um passo muito importante. O SUS acordou a consciência do povo brasileiro e, se não fosse o SUS, a gente tinha tido uma coisa muito mais grave nesse país. A saúde ainda tem coisa para reparar, mas nós nunca estivemos na situação que estamos hoje, com uma capacidade de atendimento extraordinária”, declarou.
Lula também destacou a ampliação do programa Mais Médicos, que passou de 12 mil profissionais para quase 28 mil, e o aumento no número de cirurgias eletivas realizadas no país.
“No ano passado, nós fizemos 14 milhões e 700 mil cirurgias eletivas, um recorde, para acabar com a fila. Estamos fazendo mutirões de final de semana em hospitais universitários, Santas Casas e também em hospitais particulares. Fizemos, há 15 dias, o maior mutirão da história do Brasil, com mais de mil hospitais atendendo pessoas que estavam na fila”, afirmou.
Entre as iniciativas para ampliar o acesso à saúde, o presidente citou o uso de unidades móveis para diagnóstico e atendimento odontológico. As carretas do programa Agora Tem Especialistas têm capacidade de realizar até 60 atendimentos por dia, enquanto as Unidades Odontológicas Móveis do Brasil Sorridente foram ampliadas, com mais de 400 novas vans entregues em 2025.
“Nós vamos ter carretas fazendo exame nas pessoas, câncer de mama, de útero, tomografia, ressonância magnética. Estamos colocando vans odontológicas para procurar pessoas com problemas dentários onde elas moram, no campo e na periferia. Estamos dando 41 remédios gratuitos para a população, todo remédio de uso contínuo gratuito”, disse.
O presidente também mencionou investimentos em universidades e pesquisa científica, destacando a ampliação de recursos para infraestrutura, laboratórios e hospitais universitários.
“Nós temos um cuidado muito especial com as universidades. Pesquisa é investimento. Se você não pesquisar, você não descobre. Investimos como nunca na universidade brasileira, na manutenção, na construção de laboratórios e hospitais”, afirmou.
Como próximo passo, Lula indicou a implementação de hospitais inteligentes no país, em parceria internacional.
“Estamos tentando adotar cinco hospitais inteligentes no Brasil numa parceria com a China. Quando o cidadão entrar em uma ambulância, ele vai começar a ser tratado como se estivesse no hospital, com assistência de telemedicina”, concluiu.
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